Delcy Rodríguez chega em Haia para defender ‘direitos históricos’ sobre Essequibo
Em 28 de abril, Delcy Rodríguez recebeu no Palacio Miraflores, em Caracas, o presidente colombiano Gustavo Petro para dialogar sobre o julgamento em Haia | Crédito: Federico Parra/AFP
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, desembarcou neste domingo (10) na cidade holandesa de Haia para defender, em audiência na sede da Corte Internacional de Justiça (CIJ), o Acordo de Genebra e os direitos históricos que o país tem sobre a Guiana Essequiba.
“Aqui estamos vindo defender a majestade e o vigor do Acordo de Genebra”, disse a mandatária referente à propriedade que Caracas tem sobre o território de Essequibo, disputado com a Guiana. “Mantemos nossa posição em defesa do Acordo de Genebra. Naquela época, em 1966, havia um acordo para resolver e superar o que era a fraudulenta Decisão Arbitral de 1899”.
De acordo com Rodríguez, durante os dias de audiência, em um processo iniciado na última segunda-feira (4), destacou que “ficou muito claro que a única que tem posse sobre este território e essa controvérsia territorial é a Venezuela”.
“Demonstramos em todas as etapas históricas o que nosso território significou desde que nascemos como uma República, e antes, quando éramos uma unidade administrativa das potências coloniais (…) Não há dúvida, a Venezuela é a única detentora desse território”, sustentou.
O compromisso faz parte das audiências que a defesa da Venezuela iniciou no começo da semana em Haia, diante da convocação unilateralmente feita pela Guiana na CIJ. O ministro das Relações Exteriores venezuelano Yván Gil, que reiterou diversas vezes a ilegalidade do recurso por ser contrário ao Acordo de Genebra, destacou que “o mundo e o povo da Venezuela e da América Latina vão ouvir a verdade sobre a Venezuela e as razões pelas quais o Essequibo é território venezuelano”.
A audiência oral começou com a intervenção do agente da delegação venezuelana, Samuel Moncada, que afirmou que a presença da Venezuela busca impedir que a Guiana redefina unilateralmente a natureza da disputa territorial.
*Com informações da Telesur



