Disputa pelo governo de SP entra na reta final com Tarcísio e Haddad em campo
A corrida pelo Palácio dos Bandeirantes entrou oficialmente em sua fase decisiva. Faltando 26 dias para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) intensificam a agenda de campanha em São Paulo.
A semana começou com um movimento que gerou debate político: Tarcísio não participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi. O governador optou por cumprir compromissos de campanha no interior do estado. Quem representou o governo paulista no evento foi o vice-governador Felicio Ramuth (MDB).
A ausência foi imediatamente explorada pela oposição. Aliados de Haddad questionaram o simbolismo da falta em uma data nacional. Já a base governista defendeu a decisão como estratégica: com o calendário apertado, cada dia de campanha conta.
Foto: Reprodução / G1
Tarcísio demite delegado influenciador e gera repercussão
Na quinta-feira (3), outro fato marcou a agenda política paulista. Tarcísio demitiu o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil), conhecido como Delegado Da Cunha, da Polícia Civil do estado. A decisão se baseou em um processo disciplinar que se arrastava desde 2020.
Segundo a investigação da Corregedoria da Polícia Civil, Da Cunha teria forjado a gravação de um vídeo com uma vítima de sequestro para ganhar seguidores nas redes sociais. O delegado influenciador acumula mais de 3,7 milhões de seguidores no YouTube e mais de 2 milhões no Instagram.
A demissão foi vista como um gesto de Tarcísio de demonstrar rigor administrativo em ano eleitoral, mas também gerou críticas de setores que apontam oportunismo político, já que o processo estava parado desde 2020, durante a gestão de João Doria.
Primeiro debate marca nova fase da campanha
No início da semana passada, Tarcísio e Haddad protagonizaram o primeiro debate televisionado da campanha. Exibido na noite de terça-feira (2), o confronto teve a segurança pública como tema central, uma das principais preocupações dos eleitores paulistas.
Tarcísio defendeu a continuidade de sua gestão, apontando investimentos em tecnologia e policiamento ostensivo. Haddad criticou a política de encarceramento em massa e propôs uma abordagem integrada entre prevenção social e inteligência policial.
Os dois candidatos protagonizaram momentos de tensão, especialmente quando o debate abordou a atuação da Rota e os índices de letalidade policial.
Disputa acirrada e eleitores indecisos
As pesquisas mais recentes mostram Tarcísio na liderança, com cerca de 40% das intenções de voto, contra 27% de Haddad. O alto percentual de indecisos e eleitores que declaram voto em branco ou nulo soma cerca de 14%.
Haddad aposta na migração desses eleitores para crescer nas próximas semanas. O petista tem intensificado a agenda na Grande São Paulo. Já Tarcísio foca no interior do estado, onde sua vantagem sobre Haddad é maior.
O que está em jogo
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores. A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes tem repercussão direta na eleição presidencial.
Tarcísio busca a reeleição com a bandeira da continuidade administrativa. Haddad tenta unificar o campo progressista e conquistar o eleitorado moderado, repetindo a estratégia de 2022.
A partir de agora, os debates na TV e o horário eleitoral gratuito ganham ainda mais relevância. Com parte do eleitorado ainda indefinido, cada aparição pública pode definir os votos que faltam.
Com informações do G1
RedeBrasil




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