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Estamos em uma nova “travessia no deserto”, diz Dino sobre a seleção

Estamos em uma nova “travessia no deserto”, diz Dino sobre a seleção

Estamos em uma nova “travessia no deserto”, diz Dino sobre a seleção

Ministro do STF lamenta eliminação para a Noruega e projeta fim do jejum na Copa de 2030

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino afirmou nesta 2ª feira (6.jul.2026) que a seleção brasileira vive uma nova “travessia no deserto” na busca por um título da Copa do Mundo. A declaração foi publicada em seu perfil no Instagram 1 dia depois da eliminação da equipe brasileira pelos noruegueses nas oitavas de final do Mundial de 2026, resultado que ampliou para 28 anos o jejum da equipe sem conquistar a competição. 

“A tristeza é grande. E os erros foram enormes”, afirmou Dino. Segundo o ministro, as seleções nacionais estão cada vez mais equilibradas e, por isso, “milímetros e centésimos de segundo” acabam decidindo os confrontos. Ele afirmou que o Brasil tem bons jogadores e defendeu que, com “espírito de luta, organização e treino”, a equipe pode alcançar resultados melhores, inclusive o hexacampeonato. 

Na publicação, Dino comparou o momento atual aos períodos sem títulos de 1930 a 1958 e de 1970 a 1994. Também citou a derrota para a seleção uruguaia na final da Copa de 1950 e a eliminação para os italianos em 1982 como momentos marcantes dessas trajetórias. 

“Infelizmente estamos em uma nova ‘travessia no deserto’ de títulos”, disse. 

Ao encerrar a mensagem, o ministro disse esperar que um “trabalho obstinado e sério” leve a equipe brasileira à conquista da Copa do Mundo de 2030. Também lembrou que o país sediará a Copa do Mundo Feminina de 2027 e afirmou torcer por um desfecho positivo para a seleção. 

Eis a íntegra do post: 

“A tristeza é grande. E os erros foram enormes, como os analistas já apontaram com sabedoria e exatidão. Na condição de torcedor, vejo que as seleções são cada vez mais equivalentes, por isso são milímetros e centésimos de segundo que decidem os embates.

“Possuímos vários bons jogadores que –imbuídos de espírito de luta, com organização e treino– podem gerar resultados melhores, inclusive o almejado hexa. Entre 1930 e 1958 foi um longo período, com a tragédia de 1950 no itinerário. Entre 1970 e 1994 outra dura caminhada, tendo no meio a dolorosa eliminação de 1982. Infelizmente estamos em uma nova “travessia no deserto” de títulos.

“Torço para que um trabalho obstinado e sério gere um final feliz na Copa de 2030 e nas outras competições que teremos nessa etapa. E lembro que em 2027 teremos uma nova oportunidade, com a Copa do futebol feminino, que será no Brasil.”

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