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Exposição de Rembrandt, agora no Palácio Anchieta, gerou impacto de R$17 milhões 

Exposição de Rembrandt, agora no Palácio Anchieta, gerou impacto de R milhões 

Exposição de Rembrandt, agora no Palácio Anchieta, gerou impacto de R$17 milhões 

Título: Exposição de Rembrandt no Palácio Anchieta gera impacto de R$17 milhões

A realização da exposição internacional “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, em itinerância pelo Brasil com passagens pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e, atualmente, em exibição no Palácio Anchieta, em Vitória, movimentou R$17,4 milhões.

As 69 gravuras originais do renomado artista holandês, criadas no século XVII, fazem parte de uma coleção privada gerenciada pela Rede de Museus da Região Marche Nord, na Itália, e foram trazidas ao país por meio de uma operação internacional, que inclui transporte especializado, seguros, logística entre cidades, montagem e equipes técnicas em diversas áreas.

De acordo com um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pelo Ministério da Cultura e divulgado neste ano, cada R$1 investido em cultura gera até R$7,59 para a economia brasileira. Esse efeito multiplicador se reflete na ativação de uma cadeia produtiva que vai além da realização da exposição, abrangendo a contratação de profissionais, a demanda por fornecedores da economia criativa e a movimentação de serviços como transporte, alimentação, seguros, expografia, consultoria de acessibilidade, comunicação, logística e turismo.

A passagem pelo Espírito Santo resultou na geração de 60 empregos diretos temporários em áreas como produção cultural, curadoria, montagem expográfica, mediação, comunicação, segurança e logística. O investimento de R$2,3 milhões captado via Lei Rouanet para viabilizar a exposição se traduz em R$17,45 milhões conforme indicado pela FGV.

“Projetos como esse também representam uma oportunidade para evidenciar a competência da cadeia cultural capixaba. O Estado conta com profissionais altamente qualificados, e envolvê-los em uma exposição internacional é uma maneira de valorizar esse talento e, ao mesmo tempo, posicionar o Espírito Santo no cenário global das grandes mostras de arte”, destaca.

Moura salienta que trazer ao Brasil um conjunto de obras centenárias de Rembrandt van Rijn requer uma operação extremamente rigorosa. Parte dos recursos é direcionada para seguros específicos para obras de arte, transporte internacional com controle de temperatura e umidade, embalagens técnicas desenvolvidas para proteger peças históricas e acompanhamento especializado durante todo o percurso do acervo, além de laudos técnicos para assegurar a integridade das obras históricas e raras.

A exposição permanece em cartaz até o dia 12 de abril no Palácio Anchieta.

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