Flupress – Nem o Madureira
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
No dia 9 de abril de 2026, ficará marcado na memória do torcedor tricolor como o momento em que experimentamos uma redução de estatura. Essa diminuição não foi causada por uma derrota, um rebaixamento, ou um golpe judicial ou esportivo.
A diminuição não veio da FERJ, da CBF ou da Conmebol. Nem de um rival, de uma decisão questionável de um árbitro ou dos comentários desrespeitosos da imprensa especializada, que há tempos vem desmerecendo nosso clube e tentando nos fazer sentir inferiorizados.
Todos esses acontecimentos são frequentes. Vêm de várias direções. Causam desconforto, dor, geram revolta, mas de certa forma nos unem e mantêm acesa a paixão pelo Fluminense.
Nos fechamos em nossas dores e convicções, permanecemos vigilantes nas trincheiras e continuamos lutando incansavelmente pela grandeza de nosso clube.
Até ontem. Porque ontem, meus amigos, fomos surpreendidos com um golpe vindo de quem deveria nos proteger. O próprio Fluminense, que defendemos com devoção, nos causou uma dor profunda, deixando uma marca de indignação e, mais do que isso, de perplexidade.
Um ataque vindo do nosso próprio lar.
A declaração oficial que acompanhou essa traição conseguiu agravar ainda mais a situação. Pois foi mentirosa, desviante e cruel conosco.
O Fluminense está em terceiro lugar no campeonato. Disputando o título e até superando o Flamengo. Situações como essa são comuns em nosso futebol. Às vezes nos beneficiam, às vezes nos prejudicam. Fazem parte do jogo e se aplicam a todos.
Ler que nosso clube assinou um requerimento que nos privará de um dia de preparação para a Libertadores, para que o Flamengo tenha exatamente o que perdemos, é inaceitável. É contraditório. É inexplicável.
Se essa decisão viesse da CBF, seria motivo para uma ação coletiva contra a confederação. Eu assinaria a petição, como já fiz em defesa do clube que amo. Mas não… Veio de dentro de nossa própria casa, o que nos impede de agir judicialmente, para não nos igualarmos à ação questionável tomada pelo clube. Isso não passa pela cabeça de nenhum tricolor.
Eu poderia dizer que me sinto como um torcedor do Madureira, considerando que também são tricolores. Porém, lembro que há alguns anos o próprio Madureira, por meio de seu presidente, teve coragem de confrontar o gigante das Laranjeiras.
Hoje, imagino sinceramente que nosso torcedor deve estar se sentindo como eu. Sem ter com quem se comparar, por mais insignificante que essa comparação possa ser.
9 de abril de 2026: o dia em que nosso clube nos abandonou no campo de batalha.



