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Funcionários da Caixa mantém greve que paralisa atendimento em agências do Alto Tietê

Funcionários da Caixa mantém greve que paralisa atendimento em agências do Alto Tietê

Funcionários da Caixa mantém greve que paralisa atendimento em agências do Alto Tietê

Agência da Caixa de Mogi das Cruzes tem avisos de greve
Beatriz Andreoli/TV Diário
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal completa três dias nesta segunda-feira (14). Segundo o Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região, ao menos cinco agências paralisaram o atendimento no Alto Tietê.
O g1 apurou que agências de Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano foram afetadas. As unidades não têm atendimento presencial, mas os clientes podem utilizar os terminais de autoatendimento. A greve teve início no dia 10 de setembro.
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Segundo o sindicato, a paralisação ocorre em todo o Brasil e foi aprovada após a categoria considerar insuficiente a proposta apresentada pela Caixa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
No Alto Tietê, a paralisação atinge apenas funcionários da Caixa. As agências do Banco do Brasil funcionam normalmente.
Segundo o sindicato, a Caixa Econômica Federal respondeu, neste domingo (13), ao ofício encaminhado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) no sábado (12), e informou a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados.
A Contraf pediu que a Caixa retomasse as negociações, mantivesse a ultratividade dos instrumentos coletivos e garantisse a continuidade dos direitos durante as negociações.
O sindicato informou ainda que com a reabertura das negociações, a Caixa também comunicou a suspensão das medidas administrativas que haviam sido anunciadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas.
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A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi assinada no dia 9 de setembro, em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelas entidades que representam a categoria. A paralisação dos funcionários da Caixa, porém, está relacionada às negociações do acordo coletivo específico do banco.
O que diz a Caixa
Em nota enviada ao g1, a Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.
O banco informou que os clientes podem utilizar os canais digitais e remotos, como o aplicativo CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui.
Nova convenção dos bancários
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi resultado de 13 rodadas de negociação realizadas ao longo de mais de dois meses.
O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
Além do reajuste salarial, a convenção prevê medidas de prevenção ao adoecimento mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de expediente e mais transparência no monitoramento digital dos trabalhadores.
O acordo também prevê a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.
O que diz a Febraban
A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) informou que representa os bancos nas negociações trabalhistas há 34 anos e recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano.
Segundo a entidade, as negociações foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura de uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional e unificada, que abrange 171 bancos e cerca de 414 mil bancários em aproximadamente 3,6 mil municípios.
A convenção foi assinada pelas 245 entidades sindicais que representam bancários e bancos.
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