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Governo japonês firma parceria com Aclara para exploração de terras raras no Brasil

Governo japonês firma parceria com Aclara para exploração de terras raras no Brasil

Governo japonês firma parceria com Aclara para exploração de terras raras no Brasil

A Aclara Resources firmou uma joint venture com a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec), agência do governo japonês, para explorar e desenvolver novos depósitos de terras raras pesadas hospedados em argilas iônicas no Brasil.

A agência japonesa foi criada para fortalecer a segurança de fornecimento de energia e recursos naturais considerados estratégicos para o país asiático. A entidade apoia projetos internacionais por meio de investimentos, empréstimos, garantias, assistência técnica e mecanismos de compartilhamento de riscos.

A parceria com a subsidiária brasileira da Aclara poderá receber até US$ 4,5 milhões do governo do Japão. A princípio, a operação não inclui o Projeto Carina, ativo de terras raras da companhia em Goiás, que continuará sob propriedade exclusiva da mineradora.

Durante um período inicial de três anos, a Jogmec poderá financiar até US$ 3 milhões em despesas de exploração. O prazo poderá ser prorrogado por mais um ano, mediante um aporte adicional de US$ 1,5 milhão.

Após cumprir os compromissos previstos, a agência japonesa terá a opção de adquirir uma participação de 30% nos projetos incluídos na joint venture. Caso exerça esse direito, os investimentos posteriores serão divididos entre os parceiros proporcionalmente às respectivas participações.

Demanda japonesa

O acordo também abre caminho para o fornecimento de terras raras brasileiras ao Japão.

Concluído o período de aquisição de participação, a Jogmec poderá comprar a parcela da produção correspondente à sua fatia na joint venture, acrescida de 10% da produção futura, em condições comerciais de mercado.

A organização poderá ainda transferir sua participação e os direitos associados a empresas ou consórcios exclusivamente japoneses.

A medida pode favorecer a entrada de companhias do país asiático nos projetos e reforçar a estratégia japonesa de diversificação das cadeias de suprimento de minerais estratégicos.

“Esta joint venture reúne duas organizações que compartilham um compromisso de longo prazo com a construção de cadeias de suprimentos de terras raras resilientes, por meio da excelência técnica e do desenvolvimento responsável de recursos”, avalia o CEO da Aclara, Ramón Barúa.

Projetos da Aclara

Além das novas áreas que poderão ser incorporadas à parceria, a companhia também planeja uma planta de separação de terras raras nos Estados Unidos, destinada a processar materiais provenientes de seus projetos latino-americanos. A Aclara também desenvolve um projeto no Chile, chamado Módulo Penco.

A inciativa conta US$ 750 milhões de financiamento do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM).

Em maio de 2025, a Aclara apresentou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Projeto Carina, de exploração de terras raras, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad).

A empresa também possui uma planta piloto semi-industrial de terras raras pesadas em Aparecida de Goiânia, Goiás.

A companhia espera alcançar a produção comercial do projeto em 2028, no Brasil.

Créditos