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Guerra causa destruição de demanda: petroquímica, aviação e GLP são mais afetados

Guerra causa destruição de demanda: petroquímica, aviação e GLP são mais afetados

Guerra causa destruição de demanda: petroquímica, aviação e GLP são mais afetados

Guerra causa destruição de demanda: setores mais afetados são petroquímica, aviação e GLP

A escalada dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio já está provocando uma redução na demanda por combustíveis, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA). Somente no segundo trimestre de 2026, a IEA prevê uma queda de 1,5 milhão de barris na demanda global diária, a maior retração desde o início da pandemia.

  • Os dados foram divulgados no relatório mensal da agência, publicado na terça-feira (14/4).
  • No geral, estima-se que a demanda global encerre o ano com uma redução de 80 mil barris por dia, porém a IEA destaca que esse cenário ainda é incerto, dependendo do desfecho do conflito entre EUA, Irã e Israel e das diversas incertezas envolvidas.
  • No mês passado, mesmo após o início da guerra, a IEA projetava um aumento de 730 mil barris por dia no consumo global.
  • A situação atual contrasta com o início do ano, quando se esperava um excesso de oferta de petróleo.

A redução no consumo tende a se propagar caso a oferta não se estabilize e os preços permaneçam elevados, alerta a IEA.

  • Apenas em março, a oferta global diminuiu em 10,1 milhões de barris por dia, devido aos ataques à infraestrutura no Oriente Médio e às dificuldades de exportação pelo Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.
  • A retomada do fluxo pelo estreito continua sendo o fator crucial para aliviar a pressão sobre o mercado.

Até o momento, os combustíveis mais impactados pela queda na demanda foram a nafta, o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o combustível de aviação, principalmente no Oriente Médio e na Ásia.

  • Ainda não está claro se a redução no consumo será duradoura, com a substituição por outros combustíveis, ou se haverá recuperação quando os preços se estabilizarem.
  • Atualmente, a maior parte da redução é atribuída à diminuição das operações na indústria petroquímica na Ásia, bem como ao cancelamento de voos no Oriente Médio, em algumas regiões da Ásia e na Europa.
  • Além disso, o consumo de GLP também está em declínio em residências e empresas, o que é preocupante devido ao seu uso para cocção, sinalizando um possível aumento no uso de lenha e impactando a pobreza energética.

Diversos países têm adotado medidas para proteger os consumidores dos impactos do aumento de preços, o que pode amenizar parte dos efeitos na demanda.

O petróleo encerrou em baixa na terça-feira (14), em meio às negociações em curso entre EUA e Irã. O governo norte-americano indicou a possibilidade de uma nova rodada de negociações de paz ainda nesta semana, após o anúncio do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo presidente Donald Trump.

  • O Brent para junho recuou 4,6%, atingindo US$ 94,79 o barril.
  • Paralelamente, um levantamento divulgado pelo Wall Street Journal revelou que o Irã tem capacidade de resistir ao bloqueio dos EUA em Ormuz “por semanas ou meses”. O país exportou 1,84 milhão de barris por dia no último mês, sendo a China o principal destino.

A petroleira britânica bp passará por uma reorganização, com uma empresa focada na produção de petróleo e gás e outra responsável pelo refino, distribuição e varejo. Essa mudança marca um retorno à estrutura anterior da gigante petrolífera britânica, antes de sua tentativa, em 2020, de se transformar em um grupo de energia verde.

O governo confia na reversão da liminar contra a taxa de exportação de petróleo, com base em trechos inexistentes da MP 1340/2025, segundo o ministro Bruno Moretti. A equipe jurídica está empenhada em reverter a decisão, que suspendeu o tributo.

  • O imposto foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governo brasileiro para lidar com os impactos do conflito.

O presidente Lula (PT) expressou o desejo de criar empresas públicas de distribuição de gás, combustível e transmissão de energia. Ele destacou a importância de ter a BR Distribuidora sob controle estatal neste momento.

Itaipu Binacional busca reduzir os preços e unificar a tarifa para Brasil e Paraguai a partir de 2027, conforme informou o diretor-geral Enio Verri. Atualmente, os brasileiros pagam US$ 16,71/kW por mês, enquanto os paraguaios pagam US$ 19,28/kW.

  • Verri mencionou que as negociações partem do patamar brasileiro e que um novo valor deve ser definido até dezembro.

Itaipu Binacional reinaugurou um centro dedicado a pesquisas sobre novos combustíveis a partir do biogás. A Unidade de Demonstração Biocombustíveis, antes focada no biogás e biometano, busca expandir horizontes, incluindo mercados como o da aviação, visando a soberania energética.

  • A mudança de nome é simbólica, refletindo a ampliação do escopo da instalação para explorar novas tecnologias e mercados. Saiba mais sobre essa transição.

A Aneel notificou a Enel SP para prestar esclarecimentos sobre o processo de caducidade. A companhia tem 30 dias para apresentar sua defesa.

Opinião: “Bio-GNL se destaca como alternativa madura para descarbonizar o transporte marítimo, aproveitar a infraestrutura existente e diversificar a oferta em meio ao conflito no Golfo Pérsico”, escreve o sócio-diretor da Siglasul Consultoria, Leonardo Campos Filho.

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