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Irã promete manter o controle sobre Ormuz apesar das novas sanções da UE

Irã promete manter o controle sobre Ormuz apesar das novas sanções da UE

Irã promete manter o controle sobre Ormuz apesar das novas sanções da UE

O Irã prometeu hoje manter o controle sobre o crucial Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que criticou as novas sanções da UE (União Europeia) impostas a indivíduos e entidades envolvidos na busca de Teerã pela “soberania” sobre a passagem marítima.

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, classificou a decisão da UE de impor novas sanções como “uma manobra fraudulenta”.

Anteriormente, o principal representante da diplomacia do bloco afirmou que os Estados-membros da UE sancionaram alguns iranianos por restringirem o tráfego marítimo no estreito, que Teerã efetivamente fechou desde o início da guerra em fevereiro.

“O Irã não atribui qualquer valor a esta manobra política e hipócrita da Europa e continuará sua estratégia de manter a soberania e exercer os direitos soberanos sobre o Estreito de Ormuz”, publicou Gharibabadi em publicação na rede social X.

Em meio ao impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã, o tráfego comercial pelo canal, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial, permanece significativamente reduzido.

Bloqueio dos EUA

Mais cedo, o principal negociador do Irã afirmou que o Teerã vai “derrotar” o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos, ao mesmo tempo em que atribuiu os últimas ataques na região em partes às restrições marítimas.

“Vamos transformar o bloqueio naval – que é um crime de guerra e parte da conspiração do inimigo – em mais uma derrota para eles através de um planejamento abrangente”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo a agência de notícias semi-oficial Tasnim.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda que o bloqueio dos EUA, que foi introduzido em abril, permaneceria “em pleno vigor” até que um acordo de paz final entre os dois países fosse alcançado.

Trump disse recentemente que o bloqueio garantiu a Washington mais influência sobre o Irã do que ataques militares. Ghalibaf enquadrou as restrições como uma violação do cessar-fogo temporário e expressou uma falta geral de confiança no lado americano.

No domingo (7), um membro da equipe de negociação do Irã disse em uma entrevista à agência de notícias semi-oficial Fars que Teerã pode emitir um prazo de 30 dias para a reabertura do Estreito de Ormuz sob gestão iraniana após às últimas ações dos EUA.

“Sob esta proposta, Teerã deveria anunciar que a reabertura do Estreito de Ormuz sob administração iraniana só será possível 30 dias depois de todas as ameaças dos Estados Unidos e dos seus aliados terem sido removidas”, disse Majid Shakeri, que participou das últimas negociações em Islamabad.

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