Lealdade não se negocia no meio da travessia; artigo de Valdete de Souza
Advogada aponta que conflitos internos desperdiçam energia e prejudicam eleitor/ Foto: Cedida
Na política, assim como na vida, existem valores que não podem ser relativizados conforme as circunstâncias. Entre eles estão a lealdade, a coerência e o compromisso com aquilo que defendemos. Não se muda a regra do jogo quando a partida já começou, nem se abandona o barco em meio à travessia apenas porque surgiram dificuldades ou divergências.
Minha permanência ao lado do projeto político liderado pela governadora Mailza Assis, é resultado de uma convicção construída ao longo do tempo. Não se trata apenas de uma decisão individual, mas de uma confiança compartilhada por mulheres e homens que acreditam nos mesmos objetivos e caminham juntos na busca de resultados para a população.
A fotografia que acompanha esta reflexão simboliza exatamente isso: a coerência entre o antes e o depois. Em tempos em que muitos mudam de posição conforme a conveniência do momento, manter a palavra e honrar compromissos assumidos tornou-se um diferencial importante.
Sempre defendi a política de “ciscar para dentro”, expressão popular que traduz uma visão simples e eficiente de construção política: agregar, unir e fortalecer o grupo. É pela soma de esforços que se constrói uma base sólida capaz de enfrentar desafios e conquistar novas vitórias eleitorais.
Articulista avalia que manutenção de compromissos é diferencial no cenário atual/ Foto: Cedida
A verdadeira política não é a arte da divisão. Ao contrário, é a capacidade de reunir pessoas em torno de propósitos comuns, persuadir pelo diálogo, convencer pelo trabalho e construir consensos em favor do coletivo. Quando prevalecem disputas internas, vaidades pessoais e interesses particulares, quem perde é o projeto e, principalmente, a população.
Governar exige estabilidade, confiança e compromisso. Por isso, é fundamental que aqueles que acreditam em um projeto mantenham a coerência de suas posições e contribuam para seu fortalecimento. O povo espera responsabilidade de seus líderes e não compreende quando divergências internas acabam enfraquecendo aquilo que foi construído com tanto esforço.
Não podemos permitir que a política se transforme em um permanente “nós contra nós mesmos”. A energia que poderia ser utilizada para avançar e produzir resultados não pode ser desperdiçada em conflitos internos.
A unidade continua sendo o caminho mais seguro para quem deseja construir um futuro melhor. É por isso que sigo acreditando na força do diálogo, da lealdade e da coerência. Porque projetos coletivos só prosperam quando seus integrantes compreendem que juntos são mais fortes do que separados.
Conteúdo Original / Fonte: Valdete de Souza, ContilNet



