Luisa Stefani conquista Wuhan e vira melhor dupla do ano
A brasileira Luisa Stefani conquistou neste domingo (18) o WTA 1000 de Wuhan, na China. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a paulista venceu a tcheca Katerina Siniakova e a australiana Storm Hunter por 7/5 e 6/4, em 1h32 de partida.
O título tem peso duplo. Representa o sexto troféu da parceria na temporada e o terceiro de forma consecutiva. Além disso, coloca a brasileira e a canadense como a melhor dupla do ano no circuito.
Como foi a final em Wuhan
O primeiro set teve muitas alternâncias. Stefani e Dabrowski abriram 4/1, mas perderam quatro games seguidos. Ainda assim, salvaram um set-point quando as adversárias lideravam por 5/4 e voltaram a quebrar no fim da parcial.
No segundo set, a brasileira e a canadense estiveram sempre à frente no placar. Elas criaram nove break-points e conseguiram a quebra no oitavo game, para fazer 5/3. Siniakova diminuiu na sequência, mas uma dupla falta de Hunter definiu a partida em sets diretos.
Terceiro título seguido e 12 vitórias em série
A campanha em Wuhan coroa uma sequência forte da parceria. Antes do torneio chinês, elas venceram o WTA 250 de São Paulo, em setembro, e o WTA 1000 de Pequim, na semana passada.
As duas acumulam 12 vitórias consecutivas. Na temporada, também levantaram os troféus de Dubai, Estrasburgo e Eastbourne, o que explica a consistência em quadra dura.
Stefani, de 29 anos, chegou ao 19º título no circuito da WTA e disputou a 30ª final da carreira. Dabrowski, de 34, soma 26 conquistas em 46 decisões. As campeãs ganharam mil pontos no ranking e dividiram uma premiação de 195 mil dólares.
Luisa Stefani persegue o número 2 do mundo
O resultado levou a brasileira à maior pontuação da carreira. Stefani agora soma 9.220 pontos, contra 9.415 da americana Taylor Townsend. A líder do ranking é a tcheca Katerina Siniakova, com 11.260.
A brasileira terá chances de subir mais. Ela defende 1.625 pontos no fim da temporada, enquanto Siniakova defende 795 e Townsend 1.045. Um bom desempenho nos próximos torneios pode embaralhar a parte de cima da tabela.
A dupla campeã em Wuhan
Gabriela Dabrowski tem 34 anos e é uma das duplistas mais experientes do circuito. A canadense soma 26 títulos em 46 finais e chegou a ser número 1 do mundo nas duplas, em 2018.
A parceria com Stefani começou nesta temporada e rendeu resultados imediatos. As duas se entenderam rápido em quadra dura e transformaram a regularidade em troféus.
Como funciona o ranking de duplas
O ranking de duplas da WTA soma os resultados das jogadoras com diferentes parceiras ao longo do ano. Por isso, a corrida pela liderança envolve uma disputa de pontos que se decide nas últimas semanas da temporada.
Stefani está em terceiro lugar e tem a melhor pontuação da carreira. Com duas competições pela frente, ela pode encurtar a distância para Townsend e se aproximar de Siniakova.
O que vem agora para a brasileira
Stefani e Dabrowski seguem para Tóquio, na semana do dia 26. Depois, disputam o WTA Finals, onde defendem a final do ano passado. Um título nos dois torneios valeria até 2.000 pontos.
Na semana passada, a brasileira já havia iniciado a passagem pela Ásia com vitória no WTA 1000 de Pequim, como mostrou o RedeBrasil. Agora, ela chega ao fim do calendário com a melhor campanha da carreira em duplas.
A torcida brasileira tem motivo para acompanhar. Com a parceira em alta e a disputa aberta no ranking, Stefani entra na reta final da temporada na briga direta pelo segundo lugar do mundo.
Os números da campanha em 2026
A dupla soma 12 vitórias consecutivas e seis títulos na temporada. Foram conquistas no WTA 250 de São Paulo, nos WTA 1000 de Pequim e Wuhan e nos torneios de Dubai, Estrasburgo e Eastbourne.
Stefani chega ao fim do ano com 19 conquistas na carreira da WTA. Aos 29 anos, a paulista vive o melhor momento profissional e se firma entre as principais duplistas do mundo.
Com informações de TenisBrasil.
RedeBrasil



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