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Marco Nanini volta ao Recife em encenação de clássico do Teatro do Absurdo

Marco Nanini volta ao Recife em encenação de clássico do Teatro do Absurdo

Marco Nanini volta ao Recife em encenação de clássico do Teatro do Absurdo

Entre esta quinta-feira e domingo (23 e 26), o ator Marco Nanini, ao lado de Guilherme Weber, sobe ao palco do Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, para apresentar o espetáculo “Fim de Partida”. A peça encena um dos mais clássicos textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, o maior expoente do chamado Teatro do Absurdo, surgido no pós-Guerra dos anos 1950, pautado pela tragicomédia, o caos e o existencialismo.

As apresentações serão realizadas às 20 horas até sábado e, no domingo, às 19 horas. Os ingressos custam entre R$ 75 e R$ 200, vendidos pelo site do Teatro Luiz Mendonça.

O pernambucano Marco Nanini interpreta Hamm, que vive uma trágica dependência física e emocional com Clov, personagem de Guilherme Weber, em um vínculo permeado por violência e crueldade contemporânea em um espaço claustrofóbico.

“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, explica Marco Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês quando aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber, responsável pela sugestão para atuarem juntos em “Fim de Partida”.

Nanini e Weber já estiveram juntos em montagens de sucesso de espetáculos como “Os Solitários” (2002) e “A Morte do Caixeiro Viajante” (2004). Eles se juntam a Helena Ignez, uma das maiores forças da história do cinema brasileiro, e Ary França, outro companheiro antigo de palco.

O espetáculo conta com cenografia da consagrada Daniela Thomas e direção de Rodrigo Portella, responsável por aclamados espetáculos de circulação recente, como “Tom na Fazenda”, “Ficções” e “Um Ensaio sobre a Cegueira”. Ele explica que a encenação se abre para diversas possíveis chaves de leitura.

“O primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov, mas, numa segunda camada, a peça pode ser lida como uma alegoria política. Hamm surge como um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas”, pontua Rodrigo Portella.

Serviço:
“Fim de Partida”

Local: Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu (Av. Boa Viagem, s/n, no bairro de Boa Viagem)

Datas e horários:
23, 24 e 25 de julho (quinta, sexta e sábado), às 20h
26 de julho (domingo), às 19h

Classificação indicativa: 16 anos

Ingressos:

Plateia Premium: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada)
Plateia: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada)

Vendas: www.teatroluizmendonca.byinti.com/#/event/fim-de-partida

Créditos