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Mato alto e falta de manutenção é realidade no Cemitério

Mato alto e falta de manutenção é realidade no Cemitério

Mato alto e falta de manutenção é realidade no Cemitério

O maior cemitério da América Latina, localizado na zona leste de São Paulo, voltou ao centro das atenções após denúncias de abandono e falta de manutenção confome divulgado, recentemente pelo portal Metrópole. 

Familiares que visitam o Cemitério Vila Formosa relatam dificuldades para acessar túmulos, mato alto em diversas quadras e sensação de descaso em um espaço que deveria oferecer respeito e acolhimento às famílias enlutadas.

Uma jovem de 26 anos, contou que frequenta o local desde o sepultamento da avó, ocorrido há quase quatro anos. Segundo ela, o cenário mudou bastante nesse período. Se antes o cemitério aparentava melhor conservação, hoje a família enfrenta obstáculos para chegar ao jazigo. Em registros enviados à imprensa, é possível ver vegetação alta ao redor das sepulturas e nos caminhos internos.

Mato alto
De acordo com o relato, em uma das visitas o mato chegava à altura do rosto, obrigando os parentes a improvisarem uma passagem para alcançar o túmulo. A preocupação não é apenas estética: além do desconforto, familiares temem acidentes, presença de animais peçonhentos e até pisar sobre sepulturas por falta de visibilidade nas alamedas.

Outro ponto criticado é a dificuldade para localizar funcionários no interior do complexo. Visitantes afirmam que, muitas vezes, só encontram servidores próximos à administração ou durante cerimônias de enterro. Também houve reclamações sobre informações desencontradas prestadas a quem procura orientações sobre localização de quadras e jazigos.

Público X privado
O problema reacende o debate sobre a gestão dos cemitérios públicos paulistanos. Desde a concessão dos serviços funerários e cemiteriais à iniciativa privada, a população cobra melhorias concretas na estrutura, limpeza, segurança e atendimento. O Vila Formosa, por sua dimensão histórica e simbólica, tornou-se um termômetro dessa discussão. Inaugurado em 1949, o local ocupa mais de 760 mil metros quadrados e já recebeu mais de 1,5 milhão de sepultamentos.

Concessionária responde
Em resposta às denúncias, a concessionária responsável informou que a área mencionada já estava incluída no cronograma de zeladoria e que a manutenção havia sido iniciada. A empresa declarou ainda que realiza serviços periódicos e que períodos chuvosos aceleram o crescimento da vegetação, o que impacta a conservação visual do espaço.

Já a Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Regula, informou que faria vistoria técnica no local. Caso sejam constatadas irregularidades contratuais, a concessionária poderá ser notificada para regularizar imediatamente os serviços. O órgão também afirmou acompanhar continuamente a execução dos contratos funerários no município.

Para moradores da zona leste e famílias que mantêm parentes sepultados no cemitério, a discussão vai além da limpeza urbana. Trata-se de garantir dignidade à memória de quem partiu e respeito a quem visita o espaço em momentos de saudade. Enquanto o impasse entre denúncias e justificativas continua, o que os frequentadores esperam é simples: caminhos limpos, orientação adequada e o mínimo de cuidado com um dos lugares mais simbólicos da cidade.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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