MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG
(FOLHAPRESS) – Incentivada pelo presidente Lula (PT), a facção governista do MDB intensificou o convite de filiação ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) visando a sua possível candidatura ao Governo de Minas, além de uma parceria nacional com o PT.
Nesta terça-feira (24), após um diálogo com Lula, líderes do MDB entraram em contato com Pacheco solicitando uma resposta até o final da semana, reiterando o interesse na sua filiação ao partido e eventual lançamento à corrida pelo Palácio Tiradentes. Argumentam que oferecem uma estrutura mais sólida para a disputa em Minas Gerais.
Pacheco não descarta a possibilidade de se filiar ao PSB, mesmo com Lula já tendo indicado anteriormente o MDB como a melhor opção política para ele.
Desde que anunciou sua saída do PSD no ano passado, Pacheco tem sido cortejado pelo MDB, PSB e União Brasil. Nos últimos dias, as negociações se concentraram nos dois primeiros.
A poucos dias do prazo final para troca de partido, o senador tem afirmado que ainda não tomou uma decisão. Pacheco filiou aliados de Minas ao PSB e mencionou a pessoas próximas considerar o partido uma boa opção política.
Nesta quarta-feira (25), o senador participou de um jantar com membros do PSB – um encontro interpretado pelo grupo como o fechamento de um acordo. O presidente nacional, João Campos (PE), o presidente do partido em Minas, Otacílio Costa, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), reforçaram o convite.
No MDB, Pacheco ainda enfrenta resistências da liderança, que atualmente está inclinada a permitir que os estados apoiem Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência. Apesar disso, a bancada emedebista no Senado afirma não abrir mão do colega.
“Não podemos ignorar o impacto que o retorno de Pacheco ao MDB terá para o partido”, declarou o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) à reportagem nesta quarta-feira, ressaltando que Pacheco é uma das principais figuras políticas.
Segundo aliados de Lula, a entrada de Pacheco no MDB poderia ampliar as chances de uma aliança formal com o partido na corrida presidencial. O presidente, conforme esses relatos, segue interessado em contar com o MDB para sua reeleição.
Na terça-feira à noite, no Palácio do Planalto, Lula e membros do MDB revisaram as alianças do partido nos estados, considerando como os diretórios estaduais reagiriam a uma proposta de união com o PT na disputa presidencial.
Líderes do MDB destacaram estados nos quais seria necessária a intervenção direta de Lula para costurar acordos. Bahia e Maranhão foram citados como locais que demandam ação por parte do presidente. Na Bahia, a relação entre os dois partidos foi descrita como complicada.
Pacheco salienta que sua decisão sobre a candidatura ao governo de Minas Gerais também leva em conta a afinidade política com Lula no estado, englobando figuras como o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), postulante ao Senado, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silva (PSD) e o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que se colocou à disposição do MDB para a candidatura ao governo mineiro.
Em busca de um apoio sólido em Minas, Lula é um dos principais defensores da candidatura de Pacheco. A pedido do presidente, membros do PT suspenderam negociações em busca de alternativas no estado. Lula também solicitou ajuda ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para convencer o senador a se candidatar.
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é considerada crucial para a reeleição do presidente.



