×

Meses antes de jovem morrer ao ser lançada sem cordas, criança se acidentou em salto com mesmo grupo, revela polícia

Meses antes de jovem morrer ao ser lançada sem cordas, criança se acidentou em salto com mesmo grupo, revela polícia

Meses antes de jovem morrer ao ser lançada sem cordas, criança se acidentou em salto com mesmo grupo, revela polícia

Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes
Uma criança de 9 anos se acidentou com o mesmo grupo de rope jump que, meses depois, promoveu o salto que terminou com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A informação foi revelada pela Polícia Civil ao concluir o segundo inquérito da tragédia.
A criança fez o salto com a equipe “Entre Cordas” em março de 2026, três meses antes do evento que matou Maria Eduarda.
Segundo depoimento do pai à Polícia Civil, o filho dele teve a corda que o sustentava retirada do corpo enquanto o menino ainda estava em movimento pendular, o que provocou impacto com o solo e lesões leves.
“Após o salto, observou que seu filho realizou movimentos pendulares, tendo sido liberado da corda de forma antecipada por um dos integrantes que se encontrava na base, antes da completa estabilização. Em decorrência disso, o menor veio a raspar o solo, sofrendo escoriações nos joelhos. Segundo relatado, não houve, aparentemente, impacto grave na cabeça, embora o menor tenha relatado leve batida”, detalha a Polícia Civil em relatório final do inquérito.
Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp
O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
A jovem morreu no último dia 13 de junho após ser arremessada, a 40 metros de altura, sem o uso de cordas de segurança durante a prática do esporte radical. Relembre o caso aqui.
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira
Reprodução/Redes sociais
Pai prestou serviços à empresa de saltos
O pai de menino que se feriu em salto contou ainda que prestou serviços operacionais para a empresa investigada.
O homem disse ainda que conheceu a equipe de atividades com cordas por meio do indiciado Luís Felipe, com quem mantinha contato anterior em serviços informais de segurança realizados aos finais de semana. O convite para fazer o salto ocorreu depois de dois anos de convivência.
O salto com a criança foi feito em dia comum, fora de evento organizado.
O pai do menino foi convidado a prestar serviços eventuais para a empresa, na modalidade “freelance” junto à equipe, desempenhando função de apoio operacional.
Segundo relatado, participou de aproximadamente quatro a cinco eventos, todos realizados na Ponte do Esqueleto.
As atribuições do pai do menino eram, principalmente, o lançamento de corda auxiliar após o salto, auxílio na recuperação do equipamento, manuseio de câmera para filmagens dos participantes, bem como apoio físico em determinadas situações, inclusive auxiliando na condução de participantes que demonstravam receio “modalidade aviãozinho”, aquela escolhida por Maria Eduarda.
Quanto à organização operacional da equipe, declarou que, durante o período em que atuou, não presenciou irregularidades aparentes. Informou que, em sua experiência, havia conferência prévia de equipamentos antes dos saltos, sendo o indivíduo Felipe apontado como o mais responsável pela checagem e condução dos participantes até a área de salto
Morte de jovem em role jump: polícia deve concluir 1º inquérito nesta segunda
Relatório final
A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (1º), o segundo inquérito instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e indiciou a organizadora do evento por homicídio qualificado. A investigação prossegue quanto à apuração do paradeiro da câmera utilizada pela vítima.
Primeiro inquérito
No último dia 22 de junho, a Polícia Civil também concluiu o primeiro inquérito do caso, que se refere à prisão em flagrante de três homens logo após a morte da jovem, no dia da tragédia. Eles são os instrutores que aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte:
Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos
Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos
Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos
VÍDEO: veja depoimentos de trio preso por morte de jovem lançada sem corda em Limeira
Os três tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP) para o CDP II de Guarulhos (SP) para terem a integridade física resguardada, segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa dois dos instrutores.
Na semana passada, a Justiça negou pedido de habeas corpus.
Segundo a polícia, cerca de 21 pessoas foram ouvidas no inquérito.
Suspeitos de apagar conteúdos digitais e de desaparecer com a câmera que gravava o salto que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em Limeira (SP)
Wesley Justino/EPTV
Câmera que grava salto desapareceu
Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes ao esclarecimento do caso e de desaparecer com a câmera que gravava o salto e que estava presa em Maria Eduarda, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em nota.
A câmera é considerada essencial pelos investigadores para a reconstrução do caso.
Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP
Reprodução/EPTV
O tio de um dos presos informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o sobrinho atuava na parte de baixo do salto de rope jump, auxiliando na saída das pessoas que saltavam.
A prisão do trio tem duração de cinco dias. A SSP ainda afirmou que a investigação apura, em tese, a prática de crimes dolosos contra a vida, na modalidade de dolo eventual, além de possível fraude processual.
Novas imagens flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte
Morte em role jump: novo ângulo
Imagens gravadas por um novo ângulo mostram o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é lançada da Ponte durante o salto. A EPTV, afiliada da Globo para Piracicaba e região, teve acesso nesta segunda-feira (22) a registros inéditos que também flagraram a reação das pessoas no local.
Poucos segundos após a jovem ser arremessada da estrutura, a reação de quem acompanhava o salto na Ponte do Esqueleto muda. Nas imagens, é possível ver que algumas pessoas caminhavam mais agitadas enquanto alguém diz: “Gente, a corda!”.
Ao mesmo tempo, o vídeo registra falas de outras pessoas, com som mais distante na gravação, que também mencionavam o equipamento de segurança.
Outra voz aparece na gravação enquanto as imagens flagraram o movimento de pessoas caminhando com mais agitação pela ponte enquanto um homem diz: “Não, não, para. Não, gente, para. Como assim, a corda arrebentou?”.
LEIA TAMBÉM:
Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda
Enfermeira que ia pular de rope jump prestou socorro à jovem lançada sem corda
Acesso à ponte onde jovem morreu é fechado em Limeira
Governo federal avalia remover ponte de onde jovem foi lançada sem corda
Entenda por que local onde jovem morreu se chama ‘Ponte do Esqueleto’
Infográfico – Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira
Arte/g1
VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Créditos