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Roney Facchini, ator de ‘Cheias de Charme’, morre aos 73

Roney Facchini, ator de ‘Cheias de Charme’, morre aos 73

Roney Facchini, ator de ‘Cheias de Charme’, morre aos 73

O ator Roney Facchini, conhecido por trabalhos em “Cheias de Charme”, “Malhação” e “Rá-Tim-Bum”, morreu neste domingo (6), aos 73 anos, em São Paulo. O companheiro do artista confirmou a informação.

Segundo o marido, João Paulo, Facchini sofreu um mal súbito dentro do carro, logo após sair da garagem do prédio onde morava na capital paulista. O Samu foi acionado e o ator foi levado ao Hospital Oswaldo Cruz, mas não resistiu.

A notícia também foi divulgada pelo Prêmio Bibi Ferreira, instituição dedicada ao teatro musical brasileiro. A cerimônia de despedida ainda não foi definida pela família.

Roney Facchini, ator de ‘Cheias de Charme’, morre aos 73

Foto: reprodução/Instagram

Roney Facchini marcou gerações na televisão

Nascido em São Paulo em 6 de fevereiro de 1953, Facchini construiu uma trajetória de mais de quatro décadas no teatro, no cinema e na televisão. Sua versatilidade o levou a circular entre diferentes gêneros e formatos, da comédia ao drama, do palco à tela.

O papel mais lembrado pelo público veio na TV Cultura, como Luís, o patriarca da família Silva, na série infantil “Rá-Tim-Bum”, exibida entre 1990 e 1994. O programa se tornou um marco da televisão brasileira e atravessou gerações, sendo lembrado até hoje com carinho por quem cresceu na década de 1990.

Na TV Globo, participou de sucessos como “Malhação”, “A Diarista”, “Caras & Bocas” e “Cheias de Charme”. Também integrou os elencos de “Bang Bang”, “Minha Nada Mole Vida” e “Pé na Cova”, de Miguel Falabella.

No cinema, o ator esteve em filmes como “Cilada.com”, “Vai Que Dá Certo”, “Meu Amigo Hindu” e “Polícia Federal: A Lei é Para Todos”.

Fora dos estúdios, Facchini também era engenheiro civil, formado pela Escola de Engenharia Mauá em 1977. A dupla formação sempre foi citada com orgulho em entrevistas, mostrando que era possível conciliar arte e técnica.

O legado de “Rá-Tim-Bum” na TV brasileira

“Rá-Tim-Bum” foi um dos programas infantis mais marcantes da TV Cultura, exibido entre 1990 e 1994. A série misturava humor, música e fantasia, e conquistou crianças de todo o país com seu universo criativo e personagens cativantes.

Roney Facchini vivia Luís, o pai da família Silva, personagem central da trama, sempre ao lado da esposa e dos filhos em aventuras lúdicas. O elenco incluía também nomes como Sérgio Mamberti e Patrícia Gaspp, nomes importantes da cena cultural paulistana.

Por causa desse papel, o ator ganhou reconhecimento nacional e passou a circular com frequência entre as atrações infantis e as novelas da TV aberta. O programa entrou para a história como um dos maiores feitos da televisão pública no Brasil.

Carreira no teatro e no cinema

O reconhecimento no teatro veio ao lado de grandes nomes da cena paulistana. Facchini participou de montagens que circularam por casas tradicionais da cidade, consolidando sua reputação entre diretores e produtores.

Além da televisão, Facchini teve presença constante no teatro paulistano. O Prêmio Bibi Ferreira, que divulgou a morte do artista, é uma das honrarias mais importantes do teatro musical no Brasil, e a homenagem ao ator reforça sua relevância para a cena teatral.

No cinema, o ator participou de comédias de grande circulação nos anos 2010, como “Cilada.com” e “Vai Que Dá Certo”. Ambas as produções tiveram grandes elencos e bom desempenho de bilheteria no país.

Também atuou no drama “Polícia Federal: A Lei é Para Todos”, que retratou a Lava Jato, e no longa “Meu Amigo Hindu”, filme que aborda amizade e espiritualidade. A versatilidade entre palco, tela e estúdio marcou sua trajetória.

Homenagens de colegas e do público

Nas redes sociais, colegas de profissão lamentaram a morte. Entre os que prestaram homenagens estavam Enrique Diaz, Lucio Mauro Filho, Blota Filho, Claudio Lins e Sandra Corveloni.

Fãs de diferentes gerações também lembraram o ator, especialmente quem cresceu assistindo a “Rá-Tim-Bum”. O programa segue como referência da programação infantil e seu elenco deixou marcas profundas na cultura brasileira.

A dimensão da notícia mostra como artistas que marcaram a infância do público continuam sendo lembrados com carinho décadas depois.

O que esperar daqui para frente

A morte de um artista tão presente na memória afetiva do público costuma mobilizar o meio artístico. Não é diferente com Roney Facchini, cuja trajetória une a TV pública dos anos 1990, as novelas de maior audiência e o cinema nacional.

Velório e enterro ainda não foram anunciados pela família. A tendência é que as informações sejam divulgadas nos próximos dias, e a expectativa é de que amigos e colegas compareçam para a despedida.

O legado de Facchini permanece em cada personagem que interpretou e em cada geração que se emocionou com seu trabalho. Da engenharia à arte, ele mostrou que talento e dedicação podem andar lado a lado.

Para quem quiser conhecer mais sobre a trajetória de artistas que marcaram a TV brasileira, vale a pena conferir também a matéria sobre Vera Holtz, que também construiu carreira sólida na televisão.

Com informações do G1

RedeBrasil

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