Mulher que morreu após fazer vídeo em UPA é enterrada em MG
O corpo de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, foi velado e enterrado nesta terça-feira (9) na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. A mulher morreu na madrugada de domingo (7) após fazer vídeos mostrando a falta de atendimento em uma UPA da cidade de Ribeirão das Neves, também na Grande BH.
De acordo com o boletim de ocorrência, Brenda era portadora de fibromialgia e cardiopatia, e teria dado entrada na UPA no início da tarde de sábado (6) após sentir fortes dores no peito.
Por volta de 01h30 de domingo, a mulher enviou vídeos à família mostrando diversos consultórios vazios, sem médicos para atendimento, horas depois, familiares foram informados da morte de Brenda.
A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) informou que o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico-Legal) Dr. André Roquette, onde foi submetido aos exames periciais e liberado aos familiares. Um inquérito policial também foi instaurado para apurar os fatos e a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais.
O prefeito de Ribeirão das Neves, Túlio Raposo (PP), se manifestou nas redes sociais após a morte da paciente lamentando o ocorrido e afirmando que o caso será apurado de forma imediata e rigorosa pela Comissão de Ética e Comissão de Óbito.
“O trabalho será conduzido com rigor e responsabilidade para que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas. Após a conclusão, as medidas cabíveis serão adotadas conforme o resultado. A população de Ribeirão das Neves pode ter a certeza de que este caso será tratado com toda a seriedade que exige”, declarou.
Em nota à CNN Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves informou que Brenda recebeu assistência da equipe de saúde, realizou exames e permaneceu em observação.
Durante o atendimento, ela apresentou uma parada cardiorrespiratória. Segundo o órgão, a equipe médica realizou todos os procedimentos de reanimação, dentro do protocolo técnico, mas o óbito foi constatado.
Ouvido pela Itatiaia, o irmão de Brenda, Hudson Lucas Maia, contou que ela estava em uma sala de atendimento, ligada a oxigênio, e saiu sem que ninguém a visse.
“Saiu da sala, começou a filmar, porque ela estava pedindo socorro. E foi filmando, uma entrada sala por sala dos médicos e não tinha ninguém. E segundo relatos, o pessoal estava em horário de descanso, estava dormindo, e por isso não tinha ninguém, mesmo com a UPA cheia”, relatou o irmão.
A mãe de Brenda, identificada como Sônia, recebeu uma ligação sobre a morte da filha às 4h45 e foi até a UPA acompanhada de Hudson, onde uma funcionária informou que sua filha caiu no chão e faleceu horas após gravar os vídeos.
Os familares relataram que receberam informações contraditórias de funcionários sobre os procedimentos de remoção do corpo, e que, por fim, receberam a recomendação de registrar o boletim de ocorrência por um membro da equipe médica.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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