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Natália Silva rebate pressão e afirma: ‘Eu sou a campeã’

Natália Silva rebate pressão e afirma: ‘Eu sou a campeã’

Natália Silva rebate pressão e afirma: ‘Eu sou a campeã’

A nova campeã peso-mosca (57 kg) do UFC, Natália Silva, rebateu nesta quarta-feira (28) a pressão por uma luta contra Valentina Shevchenko. Em entrevista à reportagem da Ag Fight, a mineira afirmou que não precisa vencer a antiga dona do cinturão para legitimar o seu reinado.

Para Natália Silva, o caminho até a disputa do título e a conquista do cinturão já bastam para provar que ela merece ocupar o topo da divisão.

Natália Silva diz que não precisa bater Shevchenko para ser campeã

A expectativa da comunidade do MMA era de que o primeiro compromisso de Natália como campeã fosse justamente contra Shevchenko. O duelo definiria de vez a hierarquia da categoria.

Entretanto, especulações sobre o futuro da ex-campeã colocam a realização da luta em dúvida. Entre as possibilidades discutidas está uma eventual subida da quirguistanesa ao peso-galo (61 kg).

“Não sei o que ela pensa ou o que ela vai fazer. Se ela quer voltar, se ela não quer voltar. Mas, para mim também, pouco importa”, declarou a brasileira.

Natália reconheceu a trajetória de Shevchenko, que passou anos dominando a divisão até 57 kg e chegou aos 38 anos no topo. Ainda assim, a mineira disse que a história da rival não muda a sua condição atual na organização.

“Muitas pessoas falam: ‘Ah, você tem que lutar com a Valentina para ser a campeã’. Não, gente! Eu sou a campeã! O cinturão estava vago. Ela não lutou porque estava lesionada. Ninguém me deu o cinturão, eu fui lá e conquistei ele”, afirmou.

A brasileira também disse que deseja uma boa recuperação para a veterana. Se o duelo fizer parte dos planos da rival, Natália garante que estará pronta para a luta.

Como Natália Silva chegou ao cinturão do UFC

O título foi conquistado no último dia 3 de outubro, na luta principal do UFC 332, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. A vitória sobre a chinesa Wang Cong veio na decisão unânime dos juízes, depois de cinco rounds de apresentação madura.

Originalmente, Natália enfrentaria Shevchenko na mesma data. Contudo, uma lesão tirou a veterana do combate e levou à liberação do cinturão, que estava vago.

Com o resultado, a atleta de Pingo d’Água (MG) se tornou a primeira brasileira a conquistar o cinturão peso-mosca do Ultimate. Antes dela, Jennifer Maia, Jéssica Bate-Estaca e Taila Santos foram derrotadas por Shevchenko na busca pelo título.

A mineira de 29 anos construiu a campanha com regularidade. Ela soma uma série de vitórias que a colocou entre os principais nomes da divisão, e o cinturão coroa esse trabalho.

Como Natália Silva venceu Wang Cong no UFC 332

O combate começou com estudo das duas atletas. Natália encontrou a distância primeiro, acertou bons golpes de encontro e levou a luta para a grade, controlando a ação no primeiro round.

No segundo assalto, a chinesa cresceu e usou melhor a envergadura. A brasileira respondeu com uma combinação que terminou em chute alto. Wang Cong caiu em flashdown e a mineira emendou mais uma queda para virar o período.

O terceiro round foi o mais equilibrado. Pressionada pelo placar, a rival passou a dominar o centro do cage e acertou golpes limpos. Ainda assim, Natália segurou a pressão e manteve a luta sob controle.

Na volta do quarto round, a brasileira recuperou o ritmo e levou vantagem na trocação. No último assalto, conectou três boas combinações logo no primeiro minuto e administrou o combate até o apito final.

Um título inédito para o Brasil

O cinturão peso-mosca feminino sempre teve dona única: Valentina Shevchenko dominou a categoria por anos. A quirguistanesa venceu Jennifer Maia, Jéssica Bate-Estaca e Taila Santos em defesas de título contra brasileiras.

Agora, a divisão tem uma nova dona e um novo país no topo. Para o MMA nacional, o resultado tem peso extra, porque poucas atletas do país atingiram o topo de uma categoria tão disputada.

O que esperar daqui para frente

Natália Silva afirmou que não pretende condicionar o próprio reinado à decisão de Shevchenko. A expectativa é que a campeã volte ao octógono em breve, provavelmente no primeiro semestre da temporada 2027, desde que esteja fisicamente apta.

Fora Shevchenko, há rivais de divisão bem posicionadas na fila por uma disputa de título. Entre elas está Jasmine Jasudavicius, que acumula resultados positivos e cobra uma oportunidade.

Enquanto isso, o UFC segue montando o calendário de 2027. A organização ainda não confirmou a data do retorno da brasileira nem o nome da primeira desafiante.

Para o MMA nacional, o momento tem peso extra. Poucas atletas do país atingiram o topo de uma categoria tão disputada, e a conquista tende a atrair mais atenção para a nova geração de lutadoras brasileiras.

Com informações da Ag Fight. Leia também a reportagem sobre a conquista do título.

Imagem: Reprodução / Ag Fight

RedeBrasil

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