O recorde do Brasil em novo ranking mundial de universidades
Título: O destaque do Brasil no novo ranking global de universidades
O Brasil reiterou sua posição de destaque no ensino superior latino-americano na 16ª edição do QS World University Rankings by Subject, divulgado nesta quarta-feira, 25. Com resultados históricos e crescimento contínuo, o país fortaleceu sua presença entre as melhores instituições de ensino superior do mundo.
Anualmente elaborado pela consultoria britânica QS Quacquarelli Symonds, o ranking avalia universidades por área específica de conhecimento — e não de forma genérica. Os critérios consideram reputação acadêmica, prestígio entre empregadores, impacto de pesquisas citadas e índices de internacionalização, entre outros fatores. Na edição de 2026, foram analisadas 382 especialidades acadêmicas de 31 instituições brasileiras.
O Brasil apresentou uma taxa de melhoria líquida de 4% em relação à edição anterior. Esse avanço foi impulsionado por 114 disciplinas que subiram de posição e outras 37 que estrearam no ranking. No topo da lista regional, o Brasil ampliou de 16 para 18 o número de disciplinas classificadas entre as 50 melhores do mundo — o maior destaque da América Latina.
As áreas em que o ensino superior brasileiro se destaca globalmente são Engenharia de Petróleo, Odontologia e Antropologia. Odontologia se destaca significativamente: nove universidades brasileiras estão entre as 100 melhores do mundo na área, em comparação com quatro instituições em Antropologia, a segunda posição mais forte. Medicina é a disciplina com o maior número absoluto de universidades nacionais ranqueadas: 18 instituições, lideradas pela USP (43ª no mundo).
A Universidade de São Paulo (USP) mantém a liderança nacional e regional, com 51 disciplinas classificadas. A instituição conquistou o melhor desempenho já registrado por uma universidade brasileira ao alcançar a 12ª posição mundial em História da Arte. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também avançaram: a Unicamp estreou na 38ª posição em Engenharia de Petróleo, e ambas entraram no top 50 de Antropologia. O destaque de maior crescimento percentual vai para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que registrou uma taxa de melhoria líquida de 50% nas disciplinas listadas no ranking.
O alerta para o futuro
Mesmo com os avanços, Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS, fez uma avaliação que combina otimismo e cautela. Para ele, o desempenho brasileiro indica um sistema que está ganhando “real impulso internacional”, onde as políticas de inclusão e acesso começam a transformar a escala do ensino superior do país em impacto acadêmico global.
O executivo destacou, no entanto, o principal obstáculo estrutural: o investimento público por aluno ainda está abaixo da média dos países da OCDE. “O próximo desafio será verificar se o Brasil conseguirá manter esse impulso por meio de um financiamento mais sólido para pesquisa e colaboração global”, afirmou.

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