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Ouro fecha em alta com suporte geopolítico limitado por juros

Ouro fecha em alta com suporte geopolítico limitado por juros

Ouro fecha em alta com suporte geopolítico limitado por juros

O mercado do ouro encerrou em alta hoje, ampliando a recuperação recente após quedas significativas, impulsionado por compras oportunas e demanda por proteção diante de riscos geopolíticos. No entanto, esse avanço foi contido por preocupações inflacionárias relacionadas ao petróleo e pela expectativa de manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o preço do ouro para abril encerrou em alta de 0,75%, atingindo US$ 4.526,00 por onça-troy. Enquanto a prata para maio teve um aumento de 1,11%, chegando a US$ 70,569 por onça-troy.

A recuperação observada reflete, em parte, a volta de compradores após a recente liquidação acentuada. Analistas do ANZ ressaltam que o metal “reagiu no final da semana passada com a entrada de compradores oportunísticos após a maior onda de vendas em anos”, lembrando que os preços caíram mais de 10% no mês, devido à retirada de recursos de ETFs lastreados em ouro.

Apesar da melhora, o cenário continua desafiador. O ouro ainda acumula perdas significativas no mês, impactado pela valorização do dólar e pela alta do petróleo, fatores que aumentam os temores inflacionários e sustentam a expectativa de uma política monetária mais restritiva.

De acordo com Thadeu Dos Santos, diretor regional da Infinox, os riscos geopolíticos continuam a favorecer o metal, mas esse efeito é contrabalançado pelo ambiente de taxas de juros mais altas. Ele acrescenta que os investidores ainda veem o ouro mais como um ativo de risco do que como um porto seguro, embora esse comportamento esteja começando a mudar com sinais de possíveis alívios nas tensões envolvendo o Irã.

Ao mesmo tempo, os preços elevados do petróleo continuam a pressionar a inflação e os rendimentos dos Treasuries, o que tende a limitar ganhos mais consistentes do metal.

Em segundo plano, os fluxos dos bancos centrais permanecem em foco, segundo Santos. A recente redução nas reservas de ouro da Turquia, em meio aos esforços para sustentar a lira, levanta a possibilidade de vendas adicionais.

“Sinais mais amplos de venda de reservas podem adicionar pressão adicional, enquanto a continuidade da acumulação por outros bancos centrais permanece como um fator de apoio a médio prazo”, destaca.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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