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pai de deputado bolsonarista é considerado foragido pela Justiça no Rio de Janeiro

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  • Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), foi declarado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro.
  • Ele é alvo da Operação Ouroboros, iniciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 9 de maio, que investiga um suposto desvio de R$ 86,28 mi no Instituto Rio Metrópole (IRM).
  • A investigação aponta contratos fraudulentos, subcontratações fictícias e saques em espécie, com 11 pessoas denunciadas por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Cinco dirigentes do IRM, incluindo o presidente Davi Perini Vermelho, foram presos; Maurício atuava como diretor de Planejamento e Projetos da autarquia.

Alvo da Operação Ouroboros, que investiga um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido pela Justiça.

A ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), desencadeada nesta quinta-feira (9), miram um suposto esquema de desvio no valor de R$ 86,28 milhões por meio de contratos fraudulentos, subcontratações fictícias e saques em espécie, com 11 pessoas denunciadas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Além de Davi Perini Vermelho, presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), outras cinco pessoas foram presas na operação:

Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline;
Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia;
Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM;
Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte e;
Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM;

Pai do deputado bolsonarista, Mauricio Silva Knoploch dos Santos atuava como diretor de Planejamento e Projetos do IRM.

As investigações tiveram início a partir de uma auditoria feita pelo atual governo sobre as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL), que pertence ao mesmo grupo político de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Quem é Alexandre Knoploch

Alexandre Knoploch é um produto direto da onda bolsonarista de 2018. Empresário, sem trajetória política expressiva até então, foi eleito deputado estadual pelo antigo PSL surfando na mesma maré que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto e transformou o partido em uma potência eleitoral no Rio de Janeiro.

Desde o início do mandato, integrou a ala identificada com o clã Bolsonaro na Alerj, embora tenha buscado construir pontes com o então governador Wilson Witzel e, mais tarde, com Cláudio Castro. A movimentação ilustra uma característica recorrente da nova direita fluminense: manter o discurso alinhado ao bolsonarismo enquanto preserva espaço nas estruturas de poder do estado.

Mesmo atravessando as sucessivas reconfigurações da direita — da implosão do PSL à passagem pelo PSC e, finalmente, ao retorno ao PL —, Knoploch nunca rompeu com o campo político liderado por Jair Bolsonaro. Ao contrário, voltou a ocupar uma cadeira na Alerj justamente pela legenda que hoje concentra o núcleo duro do bolsonarismo e segue defendendo bandeiras caras ao ex-presidente, como o armamentismo, o endurecimento da segurança pública e a agenda conservadora.

Sua trajetória mostra que, embora não pertença ao círculo íntimo da família Bolsonaro, consolidou-se como um aliado de confiança do grupo no Rio de Janeiro e um dos quadros políticos que sobreviveram às sucessivas crises do bolsonarismo sem abandonar sua órbita.

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