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Pesquisa AtlasIntel inclui Michelle Bolsonaro contra Lula após vídeo-bomba contra Flávio

Pesquisa AtlasIntel inclui Michelle Bolsonaro contra Lula após vídeo-bomba contra Flávio

Pesquisa AtlasIntel inclui Michelle Bolsonaro contra Lula após vídeo-bomba contra Flávio

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  • AtlasIntel lançará em 1 de julho 2026 pesquisa presidencial que coloca Michelle Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela primeira vez nesta rodada.
  • O levantamento (registro BR‑04582/2026) entrevistou 5 mil eleitores entre 25 e 30 de junho, com margem de erro de 1 ponto percentual.
  • Michelle entrou no cenário após divulgar vídeo que expõe divergências políticas e pessoais com Flávio Bolsonaro, desestruturando sua pré‑candidatura.
  • No cenário alternativo, Michelle substitui Flávio ao lado de Fernando Haddad (PT), permitindo medir seu peso eleitoral e a reação da direita.

A AtlasIntel divulgará em 1º de julho uma nova pesquisa presidencial que, pela primeira vez nesta rodada, coloca Michelle Bolsonaro (PL) frente a frente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário eleitoral para 2026. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04582/2026, ouviu 5.000 pessoas entre 25 e 30 de junho e tem margem de erro de um ponto percentual.

A inclusão da ex-primeira-dama acontece depois que ela divulgou um vídeo expondo divergências políticas e pessoais com o enteado Flávio Bolsonaro, até então principal pré-candidato do campo bolsonarista, desestruturando sua pré-campanha. Além de testar cenários eleitorais, o questionário investiga a percepção do eleitorado sobre a crise interna na direita e sobre o escândalo do Banco Master.

Pesquisa AtlasIntel testa Michelle Bolsonaro na disputa presidencial

A nova pesquisa da AtlasIntel vai além do levantamento tradicional de intenções de voto. Ao incluir Michelle Bolsonaro em um cenário alternativo contra Lula, o instituto busca medir algo que ainda não tinha sido testado nesta rodada: o peso eleitoral da ex-primeira-dama como candidata viável ao Palácio do Planalto. A decisão de incluí-la não é casual. Ela vem na esteira do vídeo que Michelle divulgou nas redes sociais relatando uma série de divergências com Flávio Bolsonaro, episódio que, na prática, implodiu a candidatura do senador e o obrigou a tentar rearticular sua pré-campanha.

No cenário principal, a pesquisa reúne treze pré-candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro e outros onze nomes, entre eles Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo). No cenário alternativo, Michelle entra no lugar de Flávio, ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). A comparação entre os dois cenários permite ao instituto avaliar como o eleitorado se comporta diante de diferentes configurações da direita e se a ex-primeira-dama teria capacidade de mobilizar o campo bolsonarista de forma autônoma. O levantamento, com 5.000 entrevistados e margem de erro de um ponto percentual, é um dos mais robustos em termos metodológicos entre os que acompanham regularmente a corrida presidencial.

Crise no bolsonarismo e o caso Banco Master sob o olhar da pesquisa

Um bloco específico do questionário é dedicado ao racha entre Michelle e Flávio Bolsonaro. O instituto pergunta diretamente aos eleitores quem eles consideram mais fiel às orientações políticas de Jair Bolsonaro: o senador, a ex-primeira-dama ou ambos. A pergunta toca num nervo exposto do bolsonarismo: a disputa pela herança política de um líder que, condenado, não pode concorrer, mas ainda orienta boa parte do eleitorado de direita.

A pesquisa também investiga a repercussão concreta do vídeo de Michelle. Para quem afirmar ter assistido ao material, o questionário aprofunda: se o eleitor concorda com a decisão de torná-lo público, com qual dos dois tende a concordar, se acredita nas acusações de que Flávio teria sido “grosseiro” e “desrespeitoso” com a ex-primeira-dama, e qual seria a principal motivação de Michelle ao expor o conflito. Outro bloco mede o impacto eleitoral direto da crise, perguntando se a briga pública fortaleceu, enfraqueceu ou não alterou a pré-campanha de Flávio. Sobre o Banco Master, o levantamento indaga qual grupo político o eleitor associa ao escândalo, se acompanhou as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e se acredita que Flávio Bolsonaro tenha recebido vantagens indevidas do banco. O conjunto de perguntas revela uma pesquisa desenhada para mapear não apenas preferências eleitorais, mas a percepção de responsabilidade política em dois episódios que dominaram o noticiário recente.

Contexto e relevância da pesquisa para 2026

A divulgação ocorre num momento em que diferentes institutos registram oscilações na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, e a crise interna no bolsonarismo ampliou as especulações sobre quem de fato representará o campo em 2026. A inclusão de Michelle na pesquisa é, ela mesma, um indicador do estado da direita: a fragmentação chegou a um ponto em que o principal instituto a acompanhar a corrida presidencial precisou abrir um cenário inteiramente novo para dar conta da realidade.

A AtlasIntel já foi alvo de censura por parte do ministro do STF, Kassio Nunes Marques, que cancelou um levantamento anterior a pedido do PL, partido de Jair Bolsonaro, justamente quem o indicou para a Corte, segundo apuração da Revista Fórum. Nunes Marques alegou indução negativa ao reproduzir um áudio em que o senador cobrava posições.

O episódio anterior de censura é um dado que não pode ser ignorado ao avaliar o novo levantamento. O instituto suspendeu o registro desta pesquisa para atualizar o questionário e submetê-lo ao TSE, o que adiou a divulgação de 30 de junho para 1º de julho. Quando os resultados forem publicados, a pesquisa deve oferecer elementos concretos para avaliar se Michelle Bolsonaro tem lastro eleitoral suficiente para disputar a presidência ou se sua força se limita ao papel de guardiã do legado do marido, e em que medida o escândalo do Banco Master e a crise familiar afetam a competitividade da direita no ciclo que se abre.

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