Petróleo sobe com ameaças de Trump contra o Irã
O preço do petróleo subiu nesta segunda-feira (6/4) após o feriado prolongado de Páscoa, devido às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã, o que diminuiu as esperanças de um possível acordo de cessar-fogo no Oriente Médio.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para junho registrou alta de 0,68% (US$ 0,74), alcançando US$ 109,77 por barril.
O petróleo WTI para maio também fechou em alta de 0,77% (US$ 0,87), atingindo US$ 112,41 por barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Pela manhã, o petróleo chegou a cair após o Axios revelar que Irã e Estados Unidos receberam uma proposta de cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz.
No entanto, o Irã negou a reabertura do trecho e declarou que enviou suas exigências aos EUA, afirmando que busca o término permanente da guerra, conforme informou a mídia estatal iraniana.
As declarações fortaleceram o mercado de energia, principalmente depois que Trump reforçou que poderia atacar o Irã na terça-feira (7/4) e vencê-lo “em apenas uma noite”.
O presidente dos EUA também comentou que as negociações com o governo iraniano “estão progredindo bem”, porém se absteve de falar sobre um possível cessar-fogo.
O analista do MUFG, Lloyd Chan, prevê que os preços do petróleo permaneçam elevados, com riscos inclinados para novas altas.
“A persistência das ameaças à infraestrutura crítica iraniana aumenta os riscos de escalada, sem que haja um caminho claro para reduzir as tensões”, afirmou Chan.
Apesar das negociações em andamento, os ataques entre EUA e Israel contra o Irã continuam. Israel atacou uma usina petroquímica no campo de gás natural de South Pars e o complexo petroquímico de Marvdasht, enquanto o Irã retaliou com bombardeios em Haifa, Tel Aviv e outros locais de Israel, além de realizar ofensivas nos países vizinhos do Golfo Pérsico.
Além disso, drones ucranianos atingiram o principal porto russo no Mar Negro destinado à exportação de petróleo, também contribuindo para a pressão na oferta de petróleo.
Por Darlan de Azevedo



