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Preço do gás de cozinha sobe e botijão chega a R$ 140 em Ribeirão Preto, SP; entenda o motivo

Preço do gás de cozinha sobe e botijão chega a R$ 140 em Ribeirão Preto, SP; entenda o motivo

Preço do gás de cozinha sobe e botijão chega a R$ 140 em Ribeirão Preto, SP; entenda o motivo

Preço do gás de cozinha aumenta e botijão atinge R$ 140 em Ribeirão Preto, SP; entenda a razão

Gás de cozinha sobe e pode encarecer ainda mais

O consumidor de Ribeirão Preto (SP) já sente no bolso o impacto do aumento do gás de cozinha. Com um reajuste de R$ 7,11 anunciado para as distribuidoras, o preço do botijão de 13 quilos já teve alterações nas revendas da cidade, impulsionado pelo aumento do petróleo no mercado internacional e por estratégias de venda da Petrobras (saiba mais abaixo).

Para quem depende do produto para uso doméstico e para garantir a própria renda, a mudança na tabela é preocupante. É o caso da confeiteira Janaína Araújo, moradora do Jardim Cristo Redentor, na zona norte da cidade.

Com o fogão sempre em uso para derreter chocolate, preparar recheios e assar bolos, ela consome pelo menos três botijões por mês, resultando em um custo de R$ 400.

A confeiteira Janaína Araújo produz doces em Ribeirão Preto (SP) e relata que o aumento do gás de cozinha impacta seus lucros no final do mês

O reajuste de R$ 7,11 por unidade representa um gasto extra mensal de R$ 21,33 na produção, totalizando um impacto de quase R$ 256 ao longo de 12 meses.

“Acabamos usando cerca de dois a três botijões por mês e isso afeta nossa operação. O lucro acaba sendo menor no final do mês”, afirma a confeiteira.

Janaína teme ter que absorver esse custo ou repassá-lo ao consumidor, afastando a clientela.

Na distribuidora do empresário Márcio Sestari, o impacto foi imediato. O preço do botijão para retirada subiu de R$ 118 para R$ 125. Para os clientes que necessitam de entrega em casa, o custo é ainda maior, chegando a R$ 140, reflexo também do aumento nos combustíveis.

O empresário alerta que o valor pode aumentar ainda mais. “Com o aumento do diesel e da gasolina, teremos que repassar também o custo da entrega. Atualmente, a taxa não é inferior a R$ 15”, explica Sestari.

Levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço já estava elevado na cidade. Em dezembro de 2025, o valor médio em Ribeirão Preto era de R$ 110. Em fevereiro deste ano, a média foi de R$ 108,81, com o valor máximo atingindo R$ 122,99 antes mesmo deste novo reajuste nas revendas.

A alta nas distribuidoras é impulsionada por uma combinação de fatores nacionais e internacionais. No Brasil, o aumento faz parte de uma estratégia da Petrobras, que passou a vender cotas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em leilões com preços até 100% maiores que os da tabela oficial da estatal.

O governo federal anunciou a anulação desse leilão, alegando que ia contra a orientação do governo e da direção da Petrobras. No entanto, as cargas leiloadas para este mês de abril já estão em entrega, mantendo o efeito inflacionário e a alta de preços a curto prazo.

Para tentar conter o impacto de futuros aumentos ao consumidor, o governo sinalizou a intenção de recomprar a BR Distribuidora a partir de 2029, visando controlar a inflação dos combustíveis nas bombas e revendas.

O conflito no Oriente Médio, envolvendo o Irã, um dos grandes produtores globais de petróleo, gera no mercado o temor de um desabastecimento mundial. Mesmo que temporário, a especulação faz os preços dispararem. Atualmente, o barril de petróleo tipo Brent é negociado por volta dos US$ 90, valor muito acima da média de 2023 e 2024.

Como o gás de cozinha é um subproduto do refino do petróleo, quando o barril fica mais caro no exterior, o custo de produção e reposição do GLP sobe automaticamente no país, refletindo um conflito distante em um botijão mais caro nas residências brasileiras.

Assista à reportagem completa abaixo:

Créditos – Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca