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Psoríase piora no inverno e exige mais cuidados com a pele (alerta)

Psoríase piora no inverno e exige mais cuidados com a pele (alerta)

Psoríase piora no inverno e exige mais cuidados com a pele (alerta)

Dermatologistas explicam por que o frio intensifica as crises da psoríase e quais hábitos ajudam a proteger a pele durante o inverno

Foto: Magnific

A psoríase em São Paulo e no Brasil tende a piorar durante o inverno, período em que o frio, o ar seco e a menor exposição solar favorecem o agravamento dos sintomas da Psoríase. A condição, caracterizada por placas avermelhadas, descamação e coceira, exige atenção redobrada nesta época do ano, quando mudanças climáticas e hábitos diários podem intensificar as crises e impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a dermatologista Dra. Larissa Wood Fraga, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista no Instituto Fraga de Dermatologia, o inverno reúne fatores que criam um ambiente ideal para a piora da doença. Entre eles estão o ressecamento da pele, a redução da luz solar e o aumento de comportamentos que prejudicam a barreira cutânea.

Frio e ar seco enfraquecem a barreira da pele

De acordo com a especialista, a barreira cutânea funciona como uma proteção natural que mantém a hidratação e impede agressões externas.

“O frio e o ar seco ressecam a pele e comprometem essa barreira, favorecendo a inflamação e o surgimento das placas”, explica a dermatologista.

Com a baixa umidade típica do inverno, a pele perde água com mais facilidade, o que deixa o organismo mais vulnerável às inflamações características da psoríase.

Menos sol significa mais risco de crise

Outro fator importante é a redução da exposição solar. A radiação UVB, presente na luz do sol, tem efeito anti-inflamatório natural e é utilizada inclusive em tratamentos como a fototerapia.

“No inverno, com menos sol e mais tempo em ambientes fechados, esse efeito protetor diminui, favorecendo as crises”, destaca a médica.

Veja também: Cuidados com a pele no frio ajudam a evitar doenças dermatológicas — www.universozn.com.br

Hábitos comuns do inverno podem agravar os sintomas

Além do clima, alguns hábitos típicos da estação podem piorar o quadro sem que o paciente perceba. Entre os principais estão:

  • Banhos muito quentes e prolongados
  • Uso de roupas de lã ou tecidos sintéticos
  • Uso frequente de aquecedores
  • Falta de hidratação diária da pele
  • Aumento do consumo de álcool

“Esses fatores parecem simples, mas somados podem desencadear crises importantes”, alerta a especialista.

Cuidados variam conforme a gravidade da psoríase

Nos casos leves, medidas simples já ajudam a controlar os sintomas, como hidratação frequente, banhos mais curtos e mornos e uso correto de tratamentos tópicos.

Já em casos moderados e graves, o acompanhamento médico é essencial para possíveis ajustes terapêuticos durante o inverno.

“Quando há piora, o dermatologista pode precisar adequar o tratamento para manter a doença sob controle”, explica a Dra. Larissa.

Quando procurar um dermatologista

A orientação é buscar avaliação médica sempre que houver:

  • Aumento das placas na pele
  • Surgimento de lesões em novas áreas
  • Coceira intensa ou dor
  • Ardência persistente
  • Dores articulares associadas
  • Perda de eficácia do tratamento atual

O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo ajudam a evitar complicações e melhorar o controle da doença ao longo do ano.

Perguntas frequentes

A psoríase piora no inverno?

Sim. O frio, o ar seco e a menor exposição ao sol podem intensificar os sintomas da doença.

O banho quente faz mal para quem tem psoríase?

Sim. Banhos muito quentes ressecam a pele e podem piorar as lesões.

A luz do sol ajuda a controlar a psoríase?

Sim. A radiação UVB tem efeito anti-inflamatório e pode reduzir os sintomas.

Quando devo procurar um médico?

Sempre que houver piora das lesões, coceira intensa ou falha no tratamento habitual.

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