Vacina contra raiva gratuita em 20 postos de SP; veja locais
A vacina contra raiva é gratuita em 20 postos fixos da cidade de São Paulo. A Prefeitura mantém o serviço para cães e gatos durante todo o ano na capital. Os pets recebem a primeira dose a partir dos três meses de idade e, depois, uma dose de reforço por ano.
O controle da raiva em cães e gatos é fundamental para evitar que a doença alcance também os seres humanos. Na capital paulista, a raiva urbana está controlada há quatro décadas. Ou seja, não há transmissão entre cães e gatos na cidade. No entanto, o vírus ainda circula em morcegos.

Foto: Reprodução/TV Globo
Vacina contra raiva: por que manter a carteirinha em dia
A vacinação em dia protege o animal e reduz o risco de transmissão. Isso porque casos em cães e gatos podem surgir depois do contato com morcegos infectados. Por isso, especialistas reforçam a importância de não pular nenhuma dose anual.
Neste ano, a cidade registrou um caso de raiva em um gato na Zona Leste. O caso acendeu o alerta das autoridades de saúde. Entre 2021 e julho de 2026, a capital aplicou mais de 1 milhão de doses da vacina antirrábica. Foram quase 584 mil em cães e mais de 451 mil em gatos.
Onde encontrar a vacina contra raiva de graça em SP
Os tutores podem vacinar os pets de segunda a sexta, das 9h às 17h. O Centro de Controle de Zoonoses é o único local que também funciona aos sábados, das 9h às 16h. Ele fica na Rua Santa Eulália, 86, na zona norte da capital.
Além disso, as Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) também aplicam a vacina em vários bairros. Entre os pontos estão Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, São Mateus, São Miguel e Itaquera. A lista inclui ainda Penha, Freguesia do Ó, Butantã, Lapa, Pinheiros, Jabaquara, Santo Amaro e Parelheiros, entre outras regiões.
As UVIS atendem de segunda a sexta, das 9h às 16h. O endereço completo de cada posto está disponível no site oficial da Prefeitura. Contudo, quem preferir pode confirmar o ponto mais próximo por telefone em cada unidade.
A vacinação acontece ao longo de todo o ano nos postos fixos. O serviço é gratuito e não exige agendamento prévio. Basta levar o animal no horário de atendimento e apresentar a carteirinha de vacinação, se o pet já tiver recebido alguma dose anterior.
A orientação vale para toda a cidade, da zona norte à zona sul. Cada região conta com pelo menos um ponto de vacinação. Em caso de dúvida sobre o local mais próximo, o morador pode ligar para a unidade de saúde da região ou acionar o serviço pelo telefone 156 da Prefeitura.
Cuidado com morcegos caídos: o que fazer
A veterinária Claudia Cristina Silva, da Divisão de Vigilância de Zoonoses, faz um alerta importante. Se um morcego aparecer caído ou desorientado perto de casa, ninguém deve tocá-lo. A recomendação é afastar crianças e animais do local imediatamente.
“Viu um morcego caído na sua residência, não o manipule de jeito nenhum. Afaste crianças e animais. Se ele estiver caído, morto ou desorientado, isole o local e coloque uma caixa ou um balde por cima”, orienta a veterinária. “Depois, ligue para o 156 para a vigilância da prefeitura buscar o animal.”
O morcego é enviado ao laboratório para saber se está positivo para a raiva. Esse cuidado ajuda a antecipar riscos na região. Portanto, a orientação vale para qualquer pessoa que encontrar o animal em casa, no quintal ou na calçada.
Vacinação protege o pet e toda a família
A assistente social Carla Espósito é um exemplo de tutora consciente. Há 19 anos, ela cuida da cadela Bia e não perde nenhuma dose da vacina. Para ela, vacinar é uma forma de proteger o próprio animal e também os outros pets que convivem por perto.
“A vacinação é uma questão de saúde. Protege o meu pet e também resguarda os outros animais que a gente tem contato. A Bia ainda passeia, então é uma forma de se resguardar e resguardar o outro petzinho que está perto da gente”, conta.
O estado de São Paulo também mantém o controle da doença. O último caso de raiva humana pela variante canina foi registrado em 1997. O último caso animal pela mesma variante ocorreu em 1998. Desde então, todos os casos em humanos, cães e gatos no estado foram ligados a variantes associadas a morcegos.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o controle da raiva depende de um conjunto de ações. Entram aí a manutenção da vacinação, a vigilância do vírus entre os animais e o diagnóstico laboratorial. Também fazem parte a investigação de casos suspeitos e o atendimento de pessoas expostas a agressões por animais.
Manter a vacinação dos pets em dia é um gesto simples que evita doenças graves. Assim como a vacina protege os cães contra a cinomose, a antirrábica garante mais segurança para animais e famílias. O serviço gratuito está disponível durante todo o ano na capital.
Com informações de G1 São Paulo.
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