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Vida após a morte! – Semanário ZN

Vida após a morte! – Semanário ZN

Vida após a morte! – Semanário ZN

Vocês acreditam na vida após a morte?

            Eu não sei, mas vou comentar as varias correntes científicas, filosóficas e religiosas para tentar refletir sobre o tema.

                       A única certeza que temos ao nascer é que vamos morrer, e mesmo assim é um dos maiores temores da humanidade.

                       Porque será?

                          Será devido às questões existenciais que indagamos como:

De onde viemos?

     O que fazemos aqui?

Para onde iremos?

                       As Religiões, a ciência, a Mitologia, as Filosofias de vida, as Seitas e as Ordens, procuram dar explicações para essa questão mortal, talvez para aliviar e amenizar o sofrimento humano. O animal humano provavelmente é o único que tem consciência da sua existência e a necessidade da divindade, devido a grande insegurança pessoal.

                        Vivemos para morrer e morremos para dar significado á uma possível vida eterna com legados deixados.

                        A morte é um dia que vale a pena viver, diz Ana Claudia Q. Arantes em seu livro.

                          O sentimento de perda das pessoas próximas envolve solidão, insegurança, saudades, lutos, legados, culpas, angustias, abandono. O processo de Individuação bem compreendido nos ajuda a aceitar e nos preparar para a morte, na metanóia da vida. Verificamos em consultório que crianças, adolescentes, adultos e idosos tem medo da morte, cada um do seu modo de ver.

                           Para alguns a morte pode ser o fim de um período de sofrimento devido à tensão excessiva, para outros pode ser a transformação, a passagem à continuidade para a vida eterna. Outros morrem para viver na memória daqueles que o admiravam e idolatravam, outros morrem anonimamente e indigentemente.

                           A Morte, décimo terceiro arcano do Tarô, é um símbolo ambivalente onde vida e morte se completam. A morte pode ser a suprema libertação e transformação das coisas.

                           Na mitologia grega, a morte (Tânato), fazia-se filha da noite e irmã do Sonho, e relaciona-se com o elemento terra.

                             Somos poeira interestelar, sendo o macrocosmo em nosso corpo como microcosmo, do pó viemos ao pó retornaremos,

                              C.G. Jung acreditava que a psique inconsciente ignora a morte como sendo um fim, e que os sonhos continuam a ocorrer como se nada estivesse por acontecer, e o processo de individuação fosse o sentido da vida independente da morte estar ou não a caminho. No entanto existem situações prospectivas onde o inconsciente não ignora a aproximação da morte, é quando o sonhador tenta forjar ilusões para si mesmo a respeito do fim eminente, diz M.L.Von Franz.

                         Sonhos com morte são comuns, podem ser assustadores, mas raramente seu significado é a morte, podem anunciar mudanças e transformação em nossas vidas, preste atenção nos sonhos e em suas mensagens simbólicas.

            Vou apresentar algumas perspectivas do que pode acontecer depois.

            Para a ciência convencional, a morte é um evento biológico definitivo, com a cessação da consciência.

            Existem as experiências de quase morte, explicadas como reações químicas do cérebro em colapso ou ida a outro lugar muitas vezes muito bom.

            As filosofias focam a natureza do eu, como no dualismo, materialismos e existencialismo,

            As correntes religiosas variam de cultura para cultura. No Judaísmo, Cristianismo e no Islamismo, a ideia é comum na ressureição e no juízo final.

            A reencarnação é vista tanto no hinduísmo, budismo e no espiritismo.

           Não tenho respostas sobre a morte e sim reflexões, como:

            Será que a vida é eterna?

            Será que somente nós existimos neste Universo?

            Será que somos parte de um todo existencial infinito no tempo e no espaço?

            

             Só sei que nada sei, como dizia Sócrates, e que devemos ser e fazer o melhor aqui e agora, sem se angustiar pelo passado e nem sofrer ansiosamente pelo futuro.  Se existir algo além vai depender do que fizemos aqui, se não existir pelo menos fizemos o melhor que pudemos e que cada um pague suas dividas.

                         Nascemos e morremos e entre esse período temos a vida existencial, façamos da vida o melhor momento no presente sem muitas incertezas pelo futuro, pois só temos a certeza do passado. O presente é efêmero, por isso vivamos um dia por vez. Espero que todos paguem a conta do que fizeram aqui, reforço novamente.

            Quem for primeiro volte para nos contar, se for possível.

            Todos nascemos com um pé na cova, o outro não sabemos quando vamos colocar.

            Será que tememos a morte ou como e quando vamos morrer. Só sei que todos estamos na fila, alguns furam essa fila e outros aguardam sua vez, e caixão não tem gavetas e dessa vida não se leva nada, vamos sorrir e cantar, como dizia Silvio Santos.

                           Na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma, reflita…

                           Muita paz e amor a todos na vida e na Morte. 

            Que cada um reflita sobre as sua vida existencial, pois a morte é certa…

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