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Vítima de violência doméstica receberá alerta em relógio sobre aproximação de agressor

Vítima de violência doméstica receberá alerta em relógio sobre aproximação de agressor

Vítima de violência doméstica receberá alerta em relógio sobre aproximação de agressor

O Ministério da Justiça planeja lançar um projeto-piloto em três estados que irá integrar a tornozeleira eletrônica de agressores de mulheres a um relógio digital utilizado pela vítima. Batizada de Alerta Mulher Segura, a iniciativa propõe um sistema de monitoramento mútuo para fortalecer o cumprimento de medidas cautelares. A distribuição de 5.000 equipamentos nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí está prevista para iniciar em abril.

Sheila de Carvalho, secretária Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça, enfatiza a inovação do sistema ao substituir mecanismos manuais, como aplicativos de celular ou botões de pânico, por um relógio digital (smartwatch) no pulso da mulher. Quando o agressor com tornozeleira entrar no perímetro de segurança estabelecido ao redor da mulher, um alerta será acionado simultaneamente para a vítima (por meio do relógio), para a central de comando e para a viatura policial mais próxima.

Carvalho destaca a importância de evitar que mulheres em medidas cautelares se tornem vítimas de feminicídio. O projeto visa aprimorar o monitoramento, com a Secretaria de Segurança Pública assumindo a responsabilidade, ao invés da execução penal. A avaliação de alta periculosidade, baseada no Fonar (Formulário Nacional de Avaliação de Risco Judiciário), determinará os casos que serão monitorados.

O investimento inicial previsto pelo Ministério da Justiça para viabilizar a tecnologia é de R$ 25 milhões, destinados ao monitoramento de 5.000 casos no primeiro ano. O governo busca evitar tragédias como a de uma mulher no Rio Grande do Sul que, mesmo com medida protetiva, foi morta em um ponto de ônibus.

Uma lei aprovada recentemente no Congresso impulsionará a expansão dessa política, exigindo o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras. O projeto aprovado pelo Senado determina que a polícia e a vítima devem ser alertadas da proximidade do agressor, com prioridade em casos de descumprimento de medidas protetivas anteriores ou risco iminente à integridade da vítima.

Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 1.559 feminicídios, evidenciando a necessidade de medidas eficazes para combater a violência contra a mulher. O país enfrenta desafios significativos nesse cenário, e a implementação de tecnologias como o Alerta Mulher Segura representa um avanço na proteção das vítimas.

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