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Zig Festival: polícia investiga morte de jovem em SP

Zig Festival: polícia investiga morte de jovem em SP

Zig Festival: polícia investiga morte de jovem em SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do estudante Pedro Higa, de 28 anos, que passou mal durante o Zig Festival, na zona oeste da capital. O evento aconteceu no sábado (10) e o caso é apurado como morte suspeita pelo 2º Distrito Policial do Bom Retiro, na região central. O pai do jovem registrou a ocorrência e o sepultamento ocorreu nesta terça-feira (13), no Cemitério da Paz Morumbi.

O que se sabe sobre a morte no Zig Festival

A morte foi confirmada pela tia do estudante, Angela Higa, nas redes sociais. Até o momento, as circunstâncias do ocorrido e a causa oficial não foram divulgadas pela polícia. O jovem estava acompanhado de amigos na segunda edição do festival em São Paulo.

Nas redes, relatos sobre o atendimento prestado no local passaram a circular após a repercussão do caso. Gilles Giovani, que afirma ter estado no ambulatório do evento, disse ter presenciado a chegada de Pedro e se colocou à disposição das autoridades para depor.

“Vi os primeiros socorros, a enfermeira duvidando da amiga falando que ele estava sóbrio”, escreveu ele em publicação reproduzida pela imprensa.

Amiga do estudante, Daniela Favero afirmou que acompanhou Pedro até o hospital e passou a madrugada na unidade. Em uma publicação, ela relatou o que viveu e lamentou a morte do jovem. “Nem consigo sentir raiva de tanta tristeza e choque”, disse.

Nenhuma das pessoas citadas foi ouvida formalmente até agora, segundo a reportagem. O delegado responsável deve pedir imagens de câmeras e a lista de atendimentos do ambulatório para reconstruir a sequência dos fatos.

Nas redes sociais, a repercussão cresceu ao longo do fim de semana. Amigos e frequentadores do festival pediram apuração e cobraram posicionamento da produção do evento.

Como foi o evento na zona oeste de SP

A segunda edição do Zig Festival em São Paulo ocupou as casas de shows Pavilhão e Audio, na zona oeste. A programação reuniu artistas como Slayyyter, Rochelle Jordan e INJI. O evento é organizado pelo grupo Zig, conhecido por festas e espaços dedicados à música alternativa e à comunidade LGBT+.

Após o festival, a organização passou a receber críticas nas redes sociais. Entre as reclamações, estão relatos de superlotação e de temperaturas elevadas durante os shows. Em nota, os responsáveis afirmaram que apuram as manifestações recebidas, mas não mencionaram a morte do estudante.

Pressão por respostas sobre o atendimento

A produção do Zig Festival afirma que apura as reclamações do público, mas não se manifestou especificamente sobre a morte do estudante até a publicação desta reportagem. Procurada, a organização não informou quantos profissionais de saúde atuaram no ambulatório nem qual protocolo adotou em emergências.

Familiares e amigos querem respostas sobre o tempo de espera e sobre como o atendimento foi conduzido. A polícia deve usar depoimentos e imagens para definir se houve falha no socorro. Caso a hipótese se confirme, o episódio pode gerar responsabilização civil e administrativa dos organizadores, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.

Segurança em grandes eventos entra no debate

Grandes festivais na capital paulista costumam operar com estruturas próprias de atendimento médico. No entanto, relatos de demora no socorro reacendem a discussão sobre fiscalização e sobre o dimensionamento das equipes. Além disso, o público cobra protocolos claros para situações de emergência.

Especialistas em eventos defendem que o número de profissionais acompanhe o tamanho do público e o tempo de permanência no local. Outra recomendação é a divulgação, no ingresso e nos painéis, de canais diretos para acionar o atendimento sem depender apenas dos seguranças.

Na cidade, eventos de grande porte precisam apresentar plano de segurança e de atendimento médico para obter autorização. A fiscalização, contudo, nem sempre acompanha a operação em tempo real, o que dificulta a identificação de falhas durante a madrugada.

Investigação e o que esperar

A apuração agora depende de exames e de depoimentos de testemunhas. O 2º DP do Bom Retiro deve ouvir pessoas que estiveram no ambulatório e funcionários do evento. A causa da morte só será confirmada após laudo do Instituto Médico Legal.

Casos recentes de atendimento em grandes eventos paulistas já geraram cobrança por mais fiscalização sanitária e por equipes médicas dimensionadas ao público. A cena de festivais na cidade segue aquecida e a discussão sobre segurança do público tende a voltar ao debate.

Com informações de Metrópoles (leia a matéria original).

RedeBrasil

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