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Conservantes alimentares podem elevar risco de câncer

Conservantes alimentares podem elevar risco de câncer

Conservantes alimentares podem elevar risco de câncer

Estudo internacional alerta para risco de câncer associado ao consumo de alimentos ultraprocessados na Zona Norte de São Paulo e destaca a importância de verificar os rótulos

Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Université Sorbonne Paris Nord e da Université Paris Cité sugere que conservantes alimentares podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento de câncer, incluindo casos de câncer de mama, próstata e cólon.

O aviso é relevante também para os habitantes da Zona Norte de São Paulo, onde o consumo de alimentos industrializados é comum, especialmente devido à conveniência que proporcionam.

Ainda que não estabeleça uma ligação direta de causa e efeito, o estudo ressalta a importância de estar atento à exposição frequente aos aditivos químicos presentes nos produtos ultraprocessados.

Aditivos químicos encontram-se em alimentos do cotidiano

De acordo com a nutricionista Cynthia Howlett, responsável por Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, muitos alimentos processados utilizam aditivos para atrair os consumidores.

“A maioria dos produtos busca ser mais atrativa por meio de cores vibrantes e sabores intensos. Isso se deve à utilização de corantes, conservantes e realçadores de sabor”, explica.

Alguns dos principais aditivos utilizados incluem:

  • Corantes artificiais, como vermelho 40 e caramelo
  • Conservantes como benzoato de sódio e sorbato de potássio
  • Realçadores de sabor, como o glutamato monossódico

Esses componentes são empregados para melhorar a aparência, aumentar a durabilidade e intensificar o sabor dos produtos.

Conservantes comuns em alimentos processados

Diversos conservantes estão presentes nos itens consumidos diariamente na Zona Norte de São Paulo, tais como:

  • Nitrato de sódio: comum em carnes processadas (bacon, salsicha, salame)
  • Sorbato de potássio: presente em doces e produtos industrializados
  • Sulfitos: encontrados em sucos, biscoitos e cereais
  • Ácido acético e acetatos: utilizados em produtos de panificação e refeições prontas

Segundo especialistas, o consumo regular desses aditivos pode estar associado a inflamações, alergias e desconfortos intestinais.

Perda de nutrientes também é motivo de preocupação para especialistas

Além dos possíveis riscos à saúde, a nutricionista destaca que os alimentos ultraprocessados perdem grande parte de suas propriedades naturais.

“Um alimento como o açaí, que é rico em antioxidantes, pode perder seus benefícios quando recebe açúcar, corantes e xaropes”, afirma Cynthia Howlett.

Essa alteração reduz o valor nutricional e aumenta a ingestão de substâncias artificiais no organismo.

Rotulagem dificulta escolha consciente

Outro ponto de atenção é a complexidade em identificar esses aditivos nos rótulos.

No Brasil, a rotulagem frontal destaca apenas altas quantidades de açúcar, gordura e sódio, sem detalhar a presença de corantes e conservantes.

Por isso, especialistas recomendam que o consumidor leia atentamente a lista de ingredientes, onde essas substâncias são mencionadas.

Dicas para reduzir o consumo de conservantes

Para os residentes da Zona Norte de São Paulo que desejam aprimorar sua alimentação, algumas medidas simples podem fazer diferença:

  • Avoid produtos com cores muito intensas ou artificiais
  • Verificar a lista de ingredientes antes da compra
  • Preferir alimentos naturais ou minimamente processados

A informação e a atenção durante as compras são essenciais para diminuir a exposição a aditivos químicos e manter uma dieta mais equilibrada.

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