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Venezuelanos rememoram golpe de 2002 e projetam novas vitórias sobre o imperialismo

Venezuelanos rememoram golpe de 2002 e projetam novas vitórias sobre o imperialismo

Venezuelanos rememoram golpe de 2002 e projetam novas vitórias sobre o imperialismo

Título: Venezuelanos recordam golpe de 2002 e planejam novas conquistas contra o imperialismo

A cidade de Caracas, capital da Venezuela, é marcada por contrastes, sendo um dos maiores a união do passado e presente em um mesmo contexto histórico. A Caracas moderna e vibrante contrasta com os registros históricos que ainda ecoam na sociedade venezuelana.

Em 2002, há 24 anos, o país foi palco de um dos eventos mais significativos de sua história recente.

O golpe de Estado liderado pela elite empresarial, setores da igreja católica, mídia comercial e militares insubordinados suspendeu por dois dias os direitos políticos e civis da população, anulou a Constituição e tentou estabelecer uma ditadura em uma nação democrática.

No entanto, a determinação do povo, aliado aos militares leais à revolução, rapidamente restaurou o presidente Hugo Chávez ao poder em menos de 2 dias, restabelecendo a democracia participativa proclamada pelo líder da revolução bolivariana.

Esses acontecimentos permanecem vívidos na memória de muitos habitantes de Caracas, como Carlos Lucena.

Carlos Lucena relembra: “Essa é uma data muito marcante para todos nós venezuelanos, pois fomos surpreendidos durante a madrugada. Lembro da violência na Ponte Llaguno, dos atiradores de elite, da polícia metropolitana entrando em conflito com a população, da traição das forças armadas e de diversos setores. No entanto, graças a Deus, conseguimos recuperar Chávez.”

Hugo García, também residente na região central de Caracas, destaca que desse episódio o povo venezuelano extraiu valiosos aprendizados e adotou o lema: “Todo 11 tem o seu 13.”

“Com grande determinação, o povo conseguiu derrotar a traição militar e a oposição fascista em um instante. Restauramos o presidente em menos de 72 horas, resgatando a constituição e os poderes, trazendo-o de volta ao poder. Chávez apelou à calma, à reflexão e liderou até o ano de seu falecimento”, testemunha um habitante de Caracas que presenciou o retorno do presidente ao poder.

O deputado nacional Frang Morales, que acompanhou Chávez desde o levante militar de 4 de fevereiro de 1992, destaca que as 72 horas entre o golpe e a volta do presidente ao poder resultaram em uma conscientização que o povo venezuelano não esquecerá.

O parlamentar destaca: “Essa data sempre nos lembra da primeira vez em que o império tentou minar a revolução bolivariana, mas o povo unido prontamente restabeleceu seu presidente constitucional em menos de 72 horas.”

“Graças ao comandante Chávez”, continua o deputado, “Em 2002 tentaram removê-lo do poder, o que fortaleceu a consciência política e o senso de identidade do povo venezuelano. A Revolução Bolivariana se tornou um movimento coletivo poderoso, algo que nossos inimigos não compreendem.”

Maria León, deputada do Partido Socialista Unido da Venezuela, que esteve ao lado de Chávez durante os eventos de 2002, destaca que as comemorações da vitória popular de 24 anos atrás ganham um novo significado após o recente ataque dos Estados Unidos ao país e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa e deputada nacional, Cilia Flores.

Maria León expressa: “Em 12 de abril, eles acreditaram ter avançado, mas em 13 de abril nós os derrotamos completamente ao resgatar nosso presidente Chávez, trazendo paz e tranquilidade ao povo venezuelano. Espero que este momento histórico se repita e possamos ver nosso presidente Nicolás Maduro Moros retornar à Venezuela, algo tão desejado por nosso povo, para salvá-lo e resgatá-lo junto de sua corajosa esposa, a deputada Cilia Flores.”

Hugo García afirma: “Não há provas contundentes que justifiquem a prisão do presidente, ele está lá por vontade do império. O povo venezuelano mantém a esperança de que Nicolás Maduro saia vitorioso e retorne à Venezuela legítimo como presidente. Este é o 13 de abril que aguardamos, com o presidente Nicolás legitimamente constituído.”

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