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Justiça de SP determina redução de superlotação em CDP de Americana

Justiça de SP determina redução de superlotação em CDP de Americana

Justiça de SP determina redução de superlotação em CDP de Americana

A Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (28), que o governo estadual reduza a superlotação do CDP (Centro de Detenção Provisória) AEVP Renato Gonçalves Rodrigues, em Americana, no interior paulista.

Segundo o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), a unidade, projetada para receber 639 detentos, abriga atualmente cerca de 1.190 presos, quase o dobro da capacidade.

A decisão, em caráter liminar, foi concedida pela 1ª Vara Cível de Americana a pedido do Ministério Público, em ação civil pública ajuizada pela 9ª Promotoria de Justiça do município.

Pela decisão, o Estado deverá impedir novos ingressos na unidade e remanejar os presos excedentes no prazo de 90 dias. No mesmo período, também terá de corrigir as irregularidades sanitárias apontadas pela Vigilância Sanitária.

Além disso, a Justiça estabeleceu prazo de 180 dias para que sejam regularizadas as condições de segurança contra incêndio, incluindo a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), documento que atesta a conformidade da edificação com as normas de prevenção e combate a incêndios.

Em caso de descumprimento injustificado das determinações, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A decisão também determina que o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária informem à Justiça o resultado de eventuais novas inspeções realizadas na unidade.

Irregularidades

Segundo o Ministério Público, a ação foi proposta após inspeções e relatórios técnicos identificarem uma série de problemas no CDP, entre eles a superlotação, a ausência do AVCB, deficiências sanitárias e irregularidades estruturais.

Na ação, o promotor de Justiça Rafael Fernandes Viana afirmou que a situação da unidade representa riscos à segurança e à dignidade dos detentos.

“É inadmissível que um Centro de Detenção Provisória, local de restrição da liberdade de pessoas e edificação classificada como área de risco, permaneça em funcionamento superlotado, sem AVCB”, apontou o promotor.

Ele ainda aponta que há irregularidades relevantes de prevenção e combate a incêndio, além de não haver um plano efetivo de redução populacional. O processo segue em tramitação na Justiça.

A CNN Brasil solicitou nota ao Governo de São Paulo e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Créditos