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Itália suspende livre fluxo de pessoas com a Espanha

Itália suspende livre fluxo de pessoas com a Espanha

Itália suspende livre fluxo de pessoas com a Espanha

A líder do partido Irmãos da Itália, Giorgia Meloni, anunciou que a Itália suspendeu o regime de livre circulação estabelecido pelo Acordo de Schengen com a Espanha, a partir de 1º de agosto, por um período de 1 mês. A decisão foi tomada em resposta ao intenso fluxo de migrantes em direção ao enclave espanhol de Ceuta, provenientes do Marrocos.

Segundo comunicado do Ministério do Interior italiano, a suspensão reintroduz os controles fronteiriços e entra em vigor a partir de sábado, com previsão de duração de 1 mês. Meloni já havia indicado a possibilidade dessa medida logo após a entrada dos primeiros imigrantes no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, na quinta-feira, 30 de julho. A Espanha estima que aproximadamente 50.000 imigrantes invadiram o território em um intervalo de 24 horas, sendo que 48.300 retornaram voluntariamente ao Marrocos.

O Ministério do Interior informou que a decisão foi tomada após uma reunião do Comitê de Análise sobre Imigração e Segurança das Fronteiras, liderada pelo ministro Matteo Piantedosi.

Além disso, Piantedosi conversou por telefone com seu homólogo francês, Laurent Nuñez, para discutir o reforço dos controles na fronteira terrestre entre Itália e França, dentro dos acordos de cooperação policial existentes entre os dois países.

O ministério detalhou que a medida visa controlar a circulação de cidadãos de fora da União Europeia na área Schengen, permanecendo em vigor por um mês a partir de 1º de agosto.

Giorgia Meloni defendeu a suspensão do Acordo de Schengen como uma medida para proteger a segurança nacional, enfatizando que é uma ação extraordinária adotada para prevenir possíveis ameaças à nação. Ela assegurou que a restrição será mantida apenas pelo tempo necessário, com cuidado para minimizar o impacto no turismo de verão, e expressou apoio a iniciativas europeias para auxiliar as autoridades espanholas no controle das fronteiras externas da União e enfrentar a situação com determinação.

Ao encerrar sua declaração, Meloni destacou que defender as fronteiras significa proteger os cidadãos, combater a imigração irregular e desmantelar redes criminosas de tráfico humano.

ENTENDA O CASO

O enclave espanhol de Ceuta registrou a entrada de cerca de 50.000 imigrantes na quinta-feira, 30 de julho. De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, 48.300 pessoas retornaram voluntariamente ao Marrocos. A travessia foi monitorada tanto por terra quanto por mar, conforme informações do jornal El País.

Ceuta e Melilla, duas cidades autônomas espanholas no extremo norte da África, fazem fronteira terrestre com o território marroquino. Essas cidades representam os únicos pontos da União Europeia com fronteira direta com o continente africano, sendo passagens estratégicas para imigrantes que buscam entrar na Europa.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, sugeriu que redes de tráfico de pessoas podem ter se aproveitado de uma decisão judicial para estimular a migração de migrantes indocumentados, principalmente jovens, em direção a Ceuta. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou a situação como uma violação da integridade territorial da Espanha e prometeu utilizar todos os recursos do Estado para garantir a segurança em Ceuta.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou a situação em Ceuta como inaceitável, enfatizando a importância de cumprir as regras da União Europeia em relação à imigração.

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