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Vigilância Sanitária retira interdição parcial de central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas

Vigilância Sanitária retira interdição parcial de central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas

Vigilância Sanitária retira interdição parcial de central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas

Vigilância Sanitária retira restrição parcial da central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado em Campinas

Hospital Irmãos Penteado em Campinas (SP)
Marcello Carvalho/G1

A Vigilância Sanitária revogou nesta sexta-feira (31) a restrição parcial que havia sido imposta à Central de Material e Esterilização (CME) do Hospital Irmãos Penteado em Campinas (SP). A informação foi confirmada pelo órgão fiscalizador.

Com isso, o hospital retomará as cirurgias eletivas com implantes ortopédicos, oftalmológicos, cardíacos e neurológicos, que estavam suspensas devido à medida adotada.

A revogação acontece após o hospital realizar ajustes no sistema de água purificada da CME. De acordo com o Diário Oficial da cidade, um laudo de 26 de junho de 2026 identificou um excesso de bactérias heterotróficas na água utilizada para o enxágue final dos materiais esterilizados por osmose.

As bactérias heterotróficas são microrganismos ambientais que não produzem seu próprio alimento e podem incluir desde bactérias auxiliares na decomposição da matéria orgânica até aquelas capazes de causar doenças, como estafilococos, estreptococos e pseudomonas.

Em comunicado, a direção do hospital afirmou que a revogação confirma que “as medidas corretivas adotadas atenderam aos requisitos da autoridade sanitária, possibilitando a retomada total das atividades da CME”.

“O Hospital reitera seu compromisso com a segurança dos pacientes, a qualidade do atendimento e a estrita observância das normas sanitárias, mantendo a vigilância constante de seus processos”, completou.

A infectologista Ana Rachel de Seni Rodrigues explica que a alta concentração dessas bactérias não indica necessariamente a presença de microrganismos capazes de causar doenças na água.

“Na verdade, as bactérias heterotróficas funcionam principalmente como indicadores da qualidade geral da água. Quando sua quantidade ultrapassa um limite, significa que alguma barreira de proteção da água falhou”, afirmou.

De acordo com a especialista, a água fora dos padrões pode comprometer a qualidade da esterilização dos materiais médicos.

“Se a água utilizada não estiver de acordo com os padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação brasileira, pode ocorrer a contaminação dos materiais, comprometendo o processo de esterilização desses equipamentos”, explicou.

A médica ressalta, no entanto, que o exame alterado não confirma que os materiais usados anteriormente estavam contaminados. Ela destaca que os hospitais realizam análises periódicas justamente para identificar essas alterações antes que representem riscos aos pacientes.

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