Moraes rejeita pedido de Bolsonaro para receber visita de filhos no Dia dos Pais
JOSÉ MARQUES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou neste sábado (8) um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber a visita de seus filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan na prisão domiciliar no Dia dos Pais, que será comemorado neste domingo (9).
Flávio é candidato à Presidência, Carlos é candidato ao Senado por Santa Catarina e Jair Renan é vereador em Balneário Camboriú (SC) e candidato a deputado federal. Os três também são filiados ao PL.
“Devido à decisão proferida em 17 de julho de 2026, considero o pedido inválido, uma vez que, exceto por visitas médicas permanentes, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas por 30 dias”, afirmou o ministro em sua decisão de sábado.
As visitas de familiares a Bolsonaro foram interrompidas após o ministro determinar que uma carta de Jair lida por Flávio nas redes sociais violou as regras da prisão domiciliar.
O pedido de visita dos filhos foi feito em 5 de agosto, e os advogados argumentaram que a solicitação tinha um caráter “estritamente humanitário e familiar” e não interferiria no cumprimento da pena de Bolsonaro ou nas medidas cautelares impostas pelo magistrado.
“Trata-se de uma data especial no calendário brasileiro, cuja celebração, mesmo que por um curto período e nas condições que Vossa Excelência [Moraes] considerar apropriadas, permite manter os laços familiares e uma importante dimensão da convivência entre pai e filhos”, afirmaram na petição.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não foi incluído no pedido, pois está nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por sua atuação no país para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a investigação da trama golpista.
Bolsonaro cumpre sua pena em casa por tentativa de golpe de Estado. Ele reside em um condomínio no Jardim Botânico, uma área nobre de Brasília, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada, Letícia.
No caso de Flávio, ele está proibido de se encontrar com o pai por 90 dias – um período que se estende até depois do primeiro turno das eleições. Na carta lida por Flávio nas redes, Bolsonaro declarou que o filho é seu “porta-voz” e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.
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