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Tarcísio prepara discurso mais ameno para ato de 7 de Setembro

Tarcísio prepara discurso mais ameno para ato de 7 de Setembro

Tarcísio prepara discurso mais ameno para ato de 7 de Setembro

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve adotar um discurso mais ameno e institucional durante o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista. Segundo apurou a CNN Brasil, a intenção é evitar ataques nominais e construir uma fala capaz de atingir um público mais amplo.

De acordo com aliados ouvidos pela CNN Brasil, Tarcísio tem dito que pretende adequar o discurso ao momento e ao público. A avaliação é de que a atual situação do país permite fazer críticas e abordar temas políticos sem citar ou “ofender” diretamente adversários.

A orientação é falar sobre o cenário brasileiro de maneira geral, com uma mensagem mais pacificadora e voltada à necessidade de mudança e de recuperação da confiança nas instituições. Na quarta-feira (2), ao ser questionado sobre o ato, Tarcísio afirmou que o mote deveria ser a “reconciliação com um caminho de esperança”.

A postura deve contrastar com a adotada no 7 de Setembro de 2025. Na ocasião, também na Paulista, Tarcísio fez um de seus discursos mais duros, chamou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de “ditador”, falou em “tirania” e afirmou que não aceitaria a “ditadura de um Poder sobre o outro”.

Posteriormente, Tarcísio já reconheceu, em conversas com pessoas próximas, que o tom utilizado naquela manifestação foi excessivo. A ideia agora é não repetir a estratégia e fazer uma manifestação mais moderada.

Aliados avaliam ainda que o movimento acompanha uma mudança mais ampla na postura do governador. Embora Tarcísio historicamente tenha mantido um perfil menos radical do que setores do bolsonarismo, interlocutores apontam que ele vem evitando posições mais duras em temas nos quais anteriormente elevou o tom.

Um exemplo ocorreu nesta semana. Mesmo após afirmar que o STF está “sob suspeição” diante das revelações envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, Tarcísio evitou defender a renúncia do ministro e classificou uma eventual saída como “questão de foro íntimo”.

A CNN Brasil procurou a campanha de Fernando Haddad (PT) para entender a previsão de agendas do candidato petista para o dia 7 de setembro, mas a informação é que ainda não há uma definição sobre quais compromissos serão cumpridos enquanto o ato ligado à direita estará acontecendo.

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