Sesc 80 anos: festival em SP, falhas da Enel e mafioso
Esta quarta-feira (9) traz uma mistura de boas notícias culturais, decisões judiciais importantes e um caso curioso de repercussão internacional. O Sesc São Paulo comemora oito décadas com uma programação especial e gratuita em todo o estado. A Justiça reconheceu falhas da Enel no apagão que deixou 2,2 milhões de imóveis sem luz. Além disso, a Itália recusou o pedido do Brasil para executar a pena de um mafioso que viveu 15 anos em São Paulo.
Sesc 80 anos: festival gratuito em todo o estado

O Sesc São Paulo celebra 80 anos com três dias de programação gratuita. Entre sexta-feira (11) e domingo (13), unidades da capital, interior e litoral recebem shows, teatro, dança, circo, cinema, exposições e atividades infantis. A ideia é democratizar o acesso à cultura e levar entretenimento de qualidade para diferentes regiões do estado.
Na capital, os destaques incluem Silva, Rashid, Os Travessos, Rosa Passos, Rincon Sapiência, Eliana Pittman, Thobias da Vai-Vai, Edgar, Violeta de Outono e Salma Jô. A Orquestra Sonare também se apresenta em diversas unidades. No interior, cada cidade terá sua própria programação, com artistas locais e nacionais.
As atividades que exigem retirada antecipada terão ingressos disponíveis a partir das 17h desta quarta-feira (9). A distribuição ocorre pelo Portal Sesc São Paulo e pelo App Credencial Sesc SP. Para espetáculos adultos, o limite é de dois ingressos por pessoa. Para atrações infantis, até quatro ingressos.
O CineSesc distribui ingressos uma hora antes de cada sessão. Vale a pena chegar cedo para garantir lugar. A programação completa pode ser conferida no site oficial do Sesc. O festival é uma oportunidade rara para moradores de todas as regiões aproveitarem cultura de qualidade sem custo nenhum.
Quem quiser conferir outras opções culturais gratuitas no estado pode ler sobre o espetáculo de Ana Lúcia Torre no Sesc Guarulhos, que também faz parte da programação dos 80 anos.
Justiça reconhece falhas da Enel no apagão de 2025
A Justiça de São Paulo reconheceu, na última sexta-feira (4), que a Enel cometeu falhas durante o apagão de dezembro de 2025. O ciclone extratropical que atingiu a capital e região metropolitana deixou 2,2 milhões de imóveis sem energia elétrica em pleno verão paulistano.
A juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha rejeitou o argumento da empresa de que o evento climático justificava a demora no restabelecimento do serviço. Para a magistrada, tempestades e ciclones fazem parte dos riscos previsíveis da atividade de distribuição de energia em uma região metropolitana sujeita a eventos climáticos severos. Por isso, a concessionária deveria estar preparada.
Uma nota técnica da Aneel, incorporada ao processo, apontou vários problemas na gestão de crise da Enel. Entre eles estão a concentração das equipes no horário comercial, a redução significativa do efetivo durante a noite e madrugada, o uso insuficiente de veículos de grande porte e o emprego de equipes sem preparação específica para lidar com tempestades.
Os números impressionam: 46% das interrupções levaram mais de 24 horas para serem resolvidas. O restabelecimento mais demorado levou quase seis dias. Mais de 3 mil ocorrências demoraram mais de 24 horas para serem solucionadas. A Aneel também rejeitou a perícia pedida pela Enel e deu 10 dias para a empresa apresentar sua defesa final. O caso está disponível para consulta pública no portal G1.
Itália recusa executar pena de mafioso que viveu 15 anos em SP
A Itália rejeitou o pedido do Brasil para executar a pena de Leonardo Badalamenti, filho do histórico líder da máfia siciliana Gaetano Badalamenti. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (8) e envolve questões diplomáticas entre os dois países.
Badalamenti foi condenado pela Justiça de São Paulo a 5 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, por tráfico de drogas. Ele foi preso na capital paulista em março de 2007 com 55,2 gramas de cocaína. Na ocasião, usava a identidade falsa de Carlos Massetti e vivia uma vida comum na cidade.
Em maio de 2009, ele foi detido novamente por suspeita de fraude bancária internacional. Foi quando a polícia descobriu que o suposto Carlos Massetti era, na verdade, filho de um dos maiores nomes da máfia siciliana. A história parece roteiro de cinema, mas aconteceu bem em São Paulo.
O governo italiano recusou o pedido brasileiro porque não há um acordo internacional que preveja o procedimento. O Brasil não aderiu a um protocolo de 1997 de uma convenção de 1983 sobre transferência de execução de penas entre os dois países. Sem esse protocolo, a Itália não tem base legal para executar a sentença brasileira.
Atualmente, Badalamenti está em liberdade no Brasil, mas responde a processos tanto no país quanto na Itália. O caso continua gerando repercussão diplomática e acende o debate sobre a necessidade de acordos internacionais mais amplos para crimes transfronteiriços.
Imagem: Álvaro Herculano/Reprodução. Com informações de G1, Aneel e Agência Brasil.
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