Zverev assume o número 1 do ranking da ATP
Alexander Zverev é o novo número 1 do ranking da ATP. A entidade confirmou a mudança nesta segunda-feira (2) e homenageou o alemão, que se torna o 30º tenista a liderar a lista desde a criação do ranking, em 1973. Ele é o segundo alemão a chegar ao topo, depois de Boris Becker.

Como Zverev chegou ao topo
Zverev soma 9.550 pontos, contra 9.450 de Jannik Sinner. O italiano encerrou a temporada por causa de uma lesão no joelho e descartou os 1.000 pontos do título do Masters 1000 de Paris, o que abriu o caminho para o alemão.
A trajetória até a liderança foi longa. Em 13 de junho de 2022, Zverev chegou ao segundo lugar do ranking e a ponta parecia questão de tempo. Uma lesão grave no tornozelo, na semifinal de Roland Garros daquele ano, interrompeu a temporada e adiou o sonho.
Depois, o alemão viu Carlos Alcaraz e Jannik Sinner dominarem o circuito. Os dois se tornaram número 1 antes dele e venceram nove Grand Slams seguidos entre o Australian Open de 2024 e o de 2026.
Zverev quebrou a escrita na atual temporada, quando conquistou Roland Garros e levantou sua primeira taça de Slam. A partir dali, voltou a mirar o topo e aproveitou os problemas físicos dos rivais.
Nesta segunda, ele disputa o Masters de Paris. Uma vitória na estreia já garante vantagem maior, e o título pode levar o alemão a 10.510 pontos. Até o fim do ano, ele descarta 400 pontos, enquanto Sinner desconta mais 1.500.
O primeiro desafio do novo número 1 em Paris já tem nome. O italiano Lorenzo Musetti venceu o polonês Hubert Hurkacz por 7/6(3) 7/6(10), em 1h44, e avançou à segunda rodada. O duelo com Zverev deve acontecer na quarta-feira.
Jódar entra no top 10 e quebra recorde de Guga
A principal mudança do ranking desta semana não ficou restrita ao topo. O espanhol Rafael Jódar fez sua estreia entre os 10 melhores e quebrou um recorde que pertencia a Gustavo Kuerten.
Jódar levou apenas 287 dias entre a estreia em um torneio profissional, no Australian Open de janeiro, e a entrada no top 10. O catarinense detinha a marca anterior, com 490 dias, entre a estreia em 1996 e a chegada ao grupo dos dez em agosto de 1997.
Aos 20 anos e 1,90 metro, Jódar começou 2026 como o número 168 do mundo. Passou por uma temporada na Universidade da Virgínia, se classificou para o Next Gen Finals de 2025 e se profissionalizou em dezembro. É o primeiro jogador a entrar no top 10 na primeira temporada completa no circuito.
A entrada do espanhol foi favorecida pela queda do canadense Felix Auger-Aliassime, que caiu do sétimo para o 13º lugar. Subiram também Arthur Fils (7º), Frances Tiafoe (8º) e Alex de Minaur (9º).
Os brasileiros no ranking da ATP
João Fonseca perdeu uma colocação e caiu para o 41º lugar, mas pode ganhar companhia no top 100 em breve. Thiago Wild é o número 2 do Brasil e subiu para o 109º lugar, a menos de 50 pontos do corte do grupo dos cem melhores.
Fonseca, de 20 anos, está ausente das competições e só deve voltar às quadras em janeiro de 2027. Por isso, o país depende de Wild e Heide para ampliar a presença no top 100.
Gustavo Heide aparece logo atrás, no 112º lugar, com apenas 10 pontos a menos que Wild. Os dois são cabeças de chave do Challenger de Costa do Sauípe e podem subir juntos se fizerem boas campanhas nesta semana.
A maior subida entre os dez melhores do país foi de João Lucas Reis, que ganhou nove posições e chegou ao 177º lugar. Wild estreia no torneio contra Felipe Meligeni, e Heide enfrenta o argentino Guido Justo.
No ranking de duplas, Luisa Stefani segue como número 3 do mundo e vai ao WTA Finals com a melhor campanha do ano ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. A dupla soma 8.495 pontos, contra 8.370 de Taylor Townsend e Katerina Siniakova.
No ranking feminino, o top 10 também mudou nesta segunda. Elena Rybakina segue na liderança, com Aryna Sabalenka e Mirra Andreeva na sequência. Coco Gauff passou Jessica Pegula e assumiu o 4º lugar. Linda Noskova subiu para 8ª e ultrapassou Iga Swiatek, que caiu para 9ª. Marta Kostyuk fecha a lista.
O que esperar daqui para frente
Zverev chega ao topo com a temporada em reta final e sem Sinner na disputa. Resta saber se o alemão vai sustentar a liderança até o fim do ano e se confirma a posição no início de 2027.
Para o tênis brasileiro, a semana é decisiva. Wild e Heide têm a chance de ampliar o grupo de brasileiros no top 100, algo raro na história recente do país no circuito.
Com informações de TenisBrasil e Tenis News
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