Roubo a banco em São Bernardo: ladrões entram pelo forro
Ladrões invadiram uma agência da Caixa Econômica Federal em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, na tarde desta sexta-feira (6). O grupo abriu um buraco na parede dos fundos do prédio, se arrastou pelo forro até o interior da unidade e rendeu um funcionário que abastecia os caixas eletrônicos. O roubo a banco mobilizou viaturas da Polícia Militar e um helicóptero Águia, mas os criminosos já tinham fugido quando as equipes chegaram.
Segundo informações preliminares da PM, a ação começou por volta das 13h51, no bairro Taboão. Os criminosos não precisaram arrombar portas nem vidros. Aproveitaram o acesso feito na parte de trás da unidade para alcançar o forro e, de lá, o salão onde ficam os caixas e os cofres. O caminho escolhido indica que o grupo conhecia a estrutura do prédio, avalia a corporação.
Como os ladrões entraram na agência da Caixa
A invasão pela parede traseira é uma das marcas registradas das quadrilhas especializadas em ataques a agências bancárias. Os ladrões evitam portas e alarmes de perímetro, porque esses pontos concentram sensores e câmeras. Preferem áreas de manutenção e paredes de fundo, onde o movimento é menor e o barulho não chama atenção.
No caso de São Bernardo do Campo, o buraco foi aberto em um ponto que dá para o forro da agência, um espaço técnico entre o teto e a laje, usado para passagem de fiação e dutos de ar. Depois de se deslocar por esse vão, o grupo desceu para o andar onde ficam os equipamentos de autoatendimento. A PM informou que não houve explosão nem disparos no local.
Funcionário foi rendido e obrigado a abrir os cofres
Dentro da agência, os criminosos renderam um funcionário responsável pelo abastecimento dos caixas eletrônicos. Mediante ameaça, obrigaram o trabalhador a abrir os cofres. O grupo recolheu o dinheiro e saiu pelo mesmo caminho por onde entrou. A quantia roubada não foi divulgada até a publicação desta matéria.
A Polícia Militar esclareceu que não houve sequestro. O funcionário foi rendido, ameaçado e liberado no próprio local. Os agentes levaram os funcionários da agência à delegacia para prestar esclarecimentos e registrar a ocorrência. Ninguém ficou ferido durante a ação.
Fuga em um Palio cinza e buscas sem resultado
Os ladrões fugiram em um Palio cinza, de acordo com a Polícia Militar. Viaturas e o helicóptero Águia foram acionados para tentar localizar o veículo pelas ruas da região, mas não conseguiram alcançar o grupo. Até a noite desta sexta-feira, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.
A agência da Caixa em São Bernardo do Campo passou por perícia e ficou fechada para atendimento ao público. O caso agora segue com a Polícia Civil, que deve analisar imagens de câmeras de segurança do banco e de imóveis vizinhos. O Palio cinza é o principal ponto de partida da investigação, porque liga os autores ao trajeto de fuga.
Roubos a banco no ABC e na Grande São Paulo
Ataques a agências bancárias seguem um padrão que preocupa as autoridades na Grande São Paulo. Os criminosos costumam agir em grupos de três a cinco pessoas, com divisão de tarefas, e usam rotas de fuga estudadas antes do crime. Na maioria dos casos, o alvo é o dinheiro dos cofres e dos caixas eletrônicos, não o atendimento ao público.
Moradores de bairros próximos a agências relatam sensação de insegurança, sobretudo quando o crime ocorre em plena luz do dia. Episódios como a onda de assaltos que assustou passageiros no Metrô Carrão, na zona leste da capital, mostram que o problema não se limita ao interior do ABC e atinge também os corredores de transporte da região metropolitana.
Especialistas em segurança defendem três medidas para reduzir esse tipo de ação. A primeira é o reforço do monitoramento com câmeras de alta definição nos pontos cegos das agências. A segunda é a barreira física, com paredes e lajes mais resistentes nas áreas de fundo. A terceira é a integração das polícias de municípios vizinhos, já que as quadrilhas cruzam fronteiras entre cidades em poucos minutos.
O que esperar daqui para frente
Nas próximas horas, a Polícia Civil deve divulgar o cruzamento de imagens e a possível identificação do veículo usado na fuga. A Caixa ainda não informou o valor do prejuízo nem quando a agência volta a funcionar. Enquanto isso, a recomendação é que clientes procurem outras unidades do bairro para serviços essenciais.
O caso também deve entrar na estatística de crimes contra agências bancárias do ABC paulista, que voltou a crescer em 2026. A polícia pede que testemunhas enviem informações pelos canais de denúncia anônima, com garantia de sigilo. Denúncias desse tipo já ajudaram a esclarecer outros ataques na região metropolitana nos últimos meses.
Reforço na segurança das agências
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mantém um plano de segurança que prevê portas giratórias, vidros blindados e cofres com retardo de abertura. Mesmo assim, quadrilhas especializadas encontram brechas em unidades mais antigas, onde a planta do prédio facilita o acesso pelos fundos. Em São Bernardo do Campo, a agência atacada fica em uma região de grande circulação de veículos, o que ajudou na fuga rápida do grupo.
Nas últimas semanas, a Polícia Militar do ABC reforçou o patrulhamento em bairros com concentração de agências. A orientação às equipes é priorizar rondas nos horários de abastecimento dos caixas eletrônicos, momento em que os criminosos costumam agir. O roubo desta sexta-feira mostra que o trabalho preventivo ainda tem espaço para avançar.
Com informações de Metrópoles
RedeBrasil



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