Vídeo mostra momento em que adolescentes pegam o cão Caramelo, companheiro de Orelha; delegado detalha investigação
Vídeo mostra momento em que adolescentes capturam o cão Caramelo, companheiro de Orelha; delegado detalha investigação
Novas imagens divulgadas neste sábado (31) exibem adolescentes agredindo o cachorro Caramelo na Praia Brava, em Florianópolis (SC). A polícia está investigando o caso, que envolve suspeitas de maus-tratos a animais, com registros sendo analisados pelas autoridades.
Neste sábado (31), novas imagens do caso do cachorro Caramelo vieram à tona. Os registros, obtidos pela repórter Patricia Calderón, do portal Leo Dias, mostram o momento em que adolescentes pegam o animal para arremessá-lo no mar. O delegado encarregado da investigação forneceu detalhes sobre o incidente.
Caramelo era companheiro de Orelha, cão que foi brutalmente morto por jovens e também vivia nas ruas. Nas imagens, é possível ver o grupo de jovens capturando Caramelo. Confira:
EXCLUSIVO
Veja o exato momento em que adolescentes pegam o cão Caramelo para afogá-lo no mar
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O delegado Renan Balbino, da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) de Florianópolis, detalhou o andamento das investigações. Ele mencionou que os suspeitos de maus-tratos contra Orelha e Caramelo são de famílias de classe média alta de Santa Catarina.
Além das imagens divulgadas, Balbino afirmou que há um segundo registro no qual quatro adolescentes arremessam Caramelo por cima da grade de um condomínio. A agressão teria ocorrido duas vezes na mesma noite. Existem também imagens que mostram o grupo correndo pela praia com o animal no colo.
Embora o momento exato da tentativa de afogamento não tenha sido gravado em vídeo, o delegado revelou que o crime foi testemunhado por um observador. “Essa parte não aparece na imagem, mas tem uma testemunha ocular que viu eles jogando o Caramelo no mar”, afirmou.
Durante a apuração, um dos suspeitos foi descartado como infrator e passou a ser considerado testemunha. “Um dos adolescentes que apareceu naquela lista já foi descartado. Ele comprovou que não estava na Praia Brava durante a prática dos atos, não aparece em nenhuma imagem e não foi citado em nenhum depoimento. Por isso, a gente alterou a natureza dele de adolescente investigado para testemunha”, explicou o delegado.
Balbino destacou também que o mesmo grupo sob investigação pelas agressões a Caramelo está sendo investigado pela morte de Orelha. Ao portal Leo Dias, ele confirmou que, até o momento, não existem imagens do assassinato. “O caso Orelha não tem foto nem vídeo. Por isso, todos os adolescentes que estiveram na região na época dos fatos estão sendo investigados”, disse.
O delegado ressaltou que a investigação vai além do que foi divulgado nas redes sociais e não se limita aos nomes revelados: “A nossa apuração não se limita àqueles quatro que saíram naquela lista. Aquela divulgação foi irresponsável”.
Por fim, Balbino negou qualquer ligação do caso com a plataforma Discord. “Eu já investiguei situações de maus-tratos transmitidos ao vivo por essa plataforma, inclusive com internação de adolescente, mas aqui não há qualquer ligação”, reforçou.
Após a repercussão do caso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos adolescentes suspeitos e também na residência de um adulto que teria ameaçado testemunhas. Celulares e computadores foram recolhidos e encaminhados para perícia.
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