Antes de morrer, foto VAZADA de Preta Gil no hospital deixou público aos prantos
Falecida em julho de 2025, a cantora Preta Gil foi uma das artistas mais vibrantes, autênticas e transformadoras da cultura e da música popular brasileira contemporânea. Relembrar a sua história, carreira e legado é celebrar uma celebridade que desafiou padrões estéticos e sociais, quebrou barreiras históricas e transformou a própria existência em um ato constante de coragem, afeto e libertação.
Filha do consagrado Gilberto Gil e afilhada de Gal Costa, Preta cresceu imersa no universo da música. No entanto, ela não construiu seu caminho sob a sombra de sua renomada linhagem. Após anos atuando nos bastidores da publicidade na década de 1990, tomou a decisão ousada de assumir publicamente a sua vocação artística. Quando lançou seu disco de estreia, Prêt-à-Porter (2003), a cantora provocou o país. A imagem em que aparecia nua na capa marcou o início de um manifesto libertador. Anos antes de o debate sobre gordofobia, diversidade corporal e body positivity ocupar o centro das pautas públicas, Preta já defendia o direito de existir com orgulho e autoaceitação.
Sua carreira musical foi definida pela pluralidade e pela entrega visceral. Transitando com facilidade entre o pop, o axé, o samba e a MPB, emplacou sucessos como “Sinais de Fogo” e construiu uma conexão única com o público. Nos palcos e nas ruas, consagrou-se como uma das maiores forças da festa popular ao fundar o Bloco da Preta, que arrastou multidões pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro e tornou-se um marco de celebração democrática, onde todas as formas de amor e identidades eram acolhidas.
Além dos palcos, a grandeza de Preta estendeu-se ao empreendedorismo e ao impulsionamento de novos talentos. Como cofundadora da agência Mynd, exerceu papel estratégico no mercado publicitário e na música, servindo de ponte decisiva para a projeção de nomes fundamentais da cultura pop atual, como Pabllo Vittar e Ludmilla.
Nos momentos mais difíceis, ao enfrentar o diagnóstico de câncer, Preta continuou utilizando sua voz como um instrumento coletivo. Falou com vulnerabilidade, transparência e generosidade, educando a sociedade e transformando o sofrimento pessoal em conscientização e afeto.
Em suas várias internações hospitalares, a famosa sempre se mostrou forte, bem humorada e confiante com relação ao restabelecimento da saúde dela. Diversas imagens do tratamento de Preta foram postadas na web, sempre emocionando os fãs e fazendo com que o público rezasse e apoiasse ainda mais a irmã de Bela Gil em sua luta com a doença.
Preta Gil – Reprodução/Instagram Flora Gil abre o coração e desabafa sobre morte de Preta Gil – Reprodução
Sua vida, celebrada por amigos, familiares e pelo público, deixa uma marca indelével na música brasileira: a certeza de que viver com intensidade, verdade e amor ao próximo é o maior legado que um artista pode deixar.
Querida por boa parte do público, Preta Gil será homenageada pela TV Globo, que nesta semana, exibirá um especial dos bastidores da trajetória e da batalha dela em nome da saúde.
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Saiba da carreira de Preta na TV
A trajetória de Preta Gil na televisão brasileira é marcada por sua versatilidade, carisma autêntico e pioneirismo. Ela estreou na teledramaturgia em 2003 na novela Agora É que São Elas, da TV Globo, interpretando a personagem Helga. No ano seguinte, assumiu seu primeiro papel de grande destaque no horário nobre como a destemida e vilanesca Helga na novela Os Mutantes – Caminhos do Coração (2008), na Record, consolidando sua presença também como atriz diante de grandes públicos.
Para além da atuação em ficção, Preta se tornou uma figura constante e magnética na apresentação e no entretenimento de auditório. Comandou programas como Caixa Preta na Band, participou do júri e painel de atrações como Superstar e The Masked Singer Brasil, e apresentou temporadas marcantes do TVZ e Vai que Cola no Multishow. Sua facilidade para se conectar com os convidados e o público fez dela um dos rostos mais queridos e requisitados da TV paga e aberta.
O ápice de sua representatividade e afeto na telinha se deu com sua longa e inesquecível passagem pelo Saia Justa, no GNT, onde debateu com coragem e vulnerabilidade temas como diversidade, aceitação corporal e saúde. A presença de Preta Gil na televisão sempre extrapolou o mero entretenimento: sua carreira na TV foi uma extensão de sua própria essência, usando o espaço midiático para quebrar tabus e espalhar energia positiva por onde passou.
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