Bancários da Caixa entram em greve nacional nesta quinta
Bancários da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10) em todo o país. A paralisação ocorre após a rejeição da proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 93 bases sindicais aprovaram a paralisação. Outras 35 rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa, mas decidiram manter as negociações. Nas demais bases, o acordo foi aprovado.
O principal impasse envolve o aumento da participação dos empregados no custeio do plano de saúde. Atualmente, os trabalhadores pagam 3,5% do salário-base, além de R$ 480 mensais por dependente. Para dependentes com idade entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800.
A proposta apresentada pela Caixa previa elevar a contribuição para 5,5% do salário-base, além de aumentar o valor por dependente para R$ 870. Para dependentes mais velhos, a cobrança mensal chegaria a R$ 1.050.
A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que decidiram cruzar os braços, embora as negociações tenham sido retomadas na noite desta quarta-feira (9).
“A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A principal preocupação é com o Saúde Caixa”, afirmou Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Caixa diz que mantém diálogo com trabalhadores
Em nota, a Caixa informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e que segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho.
Segundo o banco, as negociações foram reabertas nesta quarta-feira.
“O objetivo é construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade”, informou a Caixa.
A greve nacional ocorre mesmo após a assinatura da convenção coletiva da categoria bancária, que garantiu reajuste salarial acima da inflação, correção de benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O índice definitivo de reajuste será conhecido nesta sexta-feira (11) e corresponderá à inflação medida pelo INPC entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescida de 0,6% de aumento real.
Paralisação no Banco do Brasil é parcial
No caso do Banco do Brasil, também há um impasse quanto ao custeio do plano de saúde, que estaria pesando para a instituição. Nas assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro deste ano, entre eles, São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).
A maioria (60 sindicatos), no entanto, rejeitou e decidiu pela retomada das negociações, dentre eles Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Pernambuco e Florianópolis (SC). Mas 27 sindicatos optaram pela greve a partir desta quinta, incluindo Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.
Durante a paralisação, os bancos devem orientar os clientes sobre alternativas para pagamento de contas, boletos, tributos e outros compromissos financeiros por meios digitais e canais alternativos.
Com informações de São Paulo e Curitiba, FolhaPress – Cristiane Gercina e Gabriela Cecchin



