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DEIC deflagra operação contra quadrilha do ouro roubado e cumpre mandados em Guarulhos

DEIC deflagra operação contra quadrilha do ouro roubado e cumpre mandados em Guarulhos

DEIC deflagra operação contra quadrilha do ouro roubado e cumpre mandados em Guarulhos

Divulgação/Governo de São Paulo

Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagraram, na manhã desta segunda (24), a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no roubo, na receptação e no derretimento de metais preciosos. Guarulhos está entre as cidades que recebem ações da operação, com equipes cumprindo mandados em diferentes pontos do município.

Ao todo, a Justiça autorizou 32 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas em bairros da capital paulista e também em Guarulhos. Além das medidas contra os investigados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas ligadas aos alvos da investigação.

A ofensiva é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG), do Deic, e tem como objetivo avançar na identificação dos integrantes da estrutura responsável pela circulação ilegal do ouro. Segundo as investigações, o grupo estaria ligado ao comércio clandestino de alianças e outros metais preciosos obtidos de forma criminosa.

Um dos pontos monitorados pelos investigadores fica na região conhecida como “círculo de fogo”, no centro de São Paulo, onde funcionariam empresas suspeitas de receber joias roubadas e realizar o derretimento do material. A estratégia permitiria modificar a aparência e a origem dos metais, dificultando a identificação das peças e sua ligação com os crimes.

Para auxiliar na fiscalização e na análise dos materiais encontrados durante as buscas, os policiais contam com o apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e de avaliadores da Caixa Econômica Federal. A atuação conjunta deverá ajudar na identificação, avaliação e perícia dos metais e objetos eventualmente apreendidos.

A Operação Ouro Reverso teve sua primeira fase realizada em maio de 2025, quando Rony Gonçalves foi preso. Ele é apontado pela investigação como um dos principais negociadores do ouro roubado na capital paulista e faria parte da estrutura criminosa atribuída a Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “mainha do crime”, suspeita de oferecer suporte logístico e financeiro a grupos especializados.

Nesta segunda etapa, os investigadores buscam alcançar outros integrantes que teriam participado da cadeia criminosa, desde a obtenção das joias até a receptação e transformação dos metais. Em Guarulhos, a presença das equipes do Deic chama atenção para a possível atuação da rede criminosa na cidade.

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