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Eleições 2026: O estado onde eleitores ‘lulistas’ admitem votar no governador da direita

Eleições 2026: O estado onde eleitores ‘lulistas’ admitem votar no governador da direita

Eleições 2026: O estado onde eleitores ‘lulistas’ admitem votar no governador da direita

Sete em cada dez eleitores do Sul ainda não sabem dizer, espontaneamente, em quem pretendem votar para governar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É o que mostram as pesquisas estaduais divulgadas pela Quaest nesta terça-feira (25/8).

Depois de estimulados a indicar preferências numa listagem de candidatos, quatro em cada dez eleitores deixaram claro para os pesquisadores que podem mudar sua intenção de voto, ou seja, trocar de candidato, até a primeira rodada de votação que acontece em mais cinco semanas, no domingo 4 de outubro.

Na fotografia eleitoral do Sul, reduto tradicional do conservadorismo, predomina o antipetismo. Os líderes nas pesquisas são candidatos do Partido Liberal e alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes contra a Constituição, entre eles tentativa de golpe de estado.

A Quaest constatou situações curiosas no comportamento do eleitorado de Santa Catarina. Ali, o favorito é o governador Jorginho Mello, 70 anos, um conservador que tem 50% das intenções de voto.

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Mello está 33 pontos percentuais à frente do adversário João Rodrigues (PSD), em segundo lugar, que é considerado “desconhecido” por dois terços dos eleitores.

A pesquisa mostra, também, que o governador parece despertar empatia nos aliados catarinenses de Lula. Um em cada três eleitores que se dizem “lulistas” declaram preferência pelo voto em Mello, principal adversário do PT e uma referência da militância de direita no estado desde os anos 1970, quando integrou o partido (Arena) que serviu de esteio parlamentar à ditadura.

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Ele foi eleito em 2022 com apoio de Jair Bolsonaro, que obteve 69% dos votos no estado na disputa presidencial. Nesta temporada eleitoral, Mello retribuiu: atropelou aliados e impôs ao PL estadual a candidatura de dois filhos do ex-presidente — Carlos Bolsonaro ao Senado, e, Jair Renan, a deputado federal.

O governo Lula está com uma taxa de desaprovação no eleitorado catarinense (69%) coincidente com a votação de Bolsonaro no segundo turno presidencial de 2022.

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O filho que ex-presidente escolheu para representá-lo nesta eleição, o senador Flávio Bolsonaro, lidera, mas não consegue repetir o desempenho do pai.

Ainda assim tem 45% da preferência, contra 20% de Lula. A diferença se amplia em alguns segmentos do eleitorado. Entre os eleitores evangélicos catarinenses, informa a Quaest,  Flávio Bolsonaro chega a 55% das intenções de voto  para o primeiro turno. Lula fica restrito a 12%. São 43 pontos de diferença.

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