Quaest em SP: Tarcísio lidera com 40% contra 27% de Haddad; Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 30%
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra o cenário eleitoral em São Paulo com vantagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pela reeleição. O levantamento aponta que Tarcísio tem 40% das intenções de voto contra 27% do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), uma diferença de 13 pontos percentuais.
A pesquisa, encomendada pela TV Globo, ouviu 1.500 eleitores presencialmente entre os dias 22 e 24 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-01234/2026.
No cenário estimulado para o governo paulista, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Tarcísio aparece com 40%, Haddad com 27%, enquanto os demais postulantes somam percentuais menores. Votos brancos e nulos chegam a 18%, e 11% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Os números indicam que o atual governador mantém uma base sólida de apoio, especialmente no interior do estado e entre eleitores com renda mais alta. Haddad, por sua vez, concentra sua vantagem na capital paulista e na região metropolitana, além de ter maior penetração entre eleitores com ensino superior completo.
Presidencial em SP: Lula e Flávio Bolsonaro empatam
No cenário nacional aplicado em São Paulo, a pesquisa Quaest revela um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 30% das intenções de voto. O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) aparece com 4%, enquanto Ronaldo Caiado (União Brasil) e Renan Santos (Novo) marcam 3% cada um.
O resultado é particularmente relevante porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com cerca de 34 milhões de eleitores. Historicamente, o estado tem sido decisivo nas eleições presidenciais, e o cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro sugere uma disputa acirrada para 2026.
Brancos e nulos somam 15% no cenário presidencial, enquanto 12% dos eleitores paulistas não souberam responder. A margem de erro de 2,5 pontos mantém os dois principais candidatos tecnicamente empatados dentro da margem.
Analistas políticos apontam que a performance de Flávio Bolsonaro em São Paulo reflete a força do bolsonarismo no estado, que elegeu Tarcísio em 2022 e mantém uma base parlamentar expressiva. Já Lula se beneficia da memória de seus mandatos anteriores e da máquina federal, mas enfrenta resistência em setores do eleitorado paulista.
Disputa ao Senado: Derrite, Marina e Tebet empatados
A pesquisa Quaest também testou cenários para a vaga ao Senado Federal por São Paulo. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL), aparece com 12%, empatado tecnicamente com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), também com 12%. A senadora Simone Tebet (MDB) marca 11%, seguida pelo deputado estadual André do Prado (PL), com 7%.
O empate triplo reflete a falta de definição do eleitorado paulista para a disputa ao Senado. Com 58% dos entrevistados sem nome definido ou indicando voto em branco ou nulo, a corrida segue aberta a mudanças significativas com a aproximação do período eleitoral.
Derrite, que ganhou projeção nacional como secretário de Segurança de Tarcísio, aparece bem avaliado entre eleitores que aprovam a gestão do governador. Marina Silva mantém seu eleitorado fiel entre ambientalistas e eleitores de centro-esquerda, enquanto Tebet, que foi candidata à presidência em 2022, busca consolidar seu nome como opção de terceira via.
Cenário político em movimento
A pesquisa Quaest chega em um momento de intensa movimentação política em São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas tem intensificado a agenda de obras e anúncios, buscando capitalizar a alta aprovação de sua gestão. Nos últimos dias, ele prometeu triplicar o número de delegacias da mulher 24 horas no estado, em uma clara estratégia de ampliar sua base de apoio entre o eleitorado feminino.
Já Haddad, que foi prefeito da capital entre 2013 e 2016 e ministro da Fazenda no terceiro mandato de Lula, tenta se reposicionar como alternativa ao atual governo estadual. Sua estratégia passa por reforçar a presença em regiões onde Tarcísio é mais forte, especialmente o interior, além de buscar alianças com prefeitos de cidades médias.
O cenário para o Senado também deve ganhar novos contornos com a definição das alianças partidárias. Partidos como MDB, PSDB e União Brasil ainda negociam posições, e o apoio de Tarcísio a um nome específico pode alterar significativamente as intenções de voto.
A pesquisa completa da Quaest traz ainda dados sobre avaliação dos governos federal e estadual, além de intenções de voto para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de São Paulo. Os números reforçam a percepção de que 2026 será uma das eleições mais disputadas da história recente do estado.
Imagem: Reprodução/G1
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