Espírito Santo alcança 1 milhão de cooperados pela primeira vez
O Espírito Santo atingiu a marca de 1 milhão de cooperados pela primeira vez na história, segundo dados preliminares do Sistema OCB/ES. O setor é mais conhecido no estado por cooperativas consolidadas em setores como saúde, crédito e agronegócio, como Unimed, Sicoob e Cooabriel, além de organizações de transporte, consumo e educação.
O número se refere exclusivamente a cooperados no estado, independentemente de as cooperativas sediadas no Espírito Santo operarem em outras regiões. O Sicoob ES anunciou 1 milhão de associados no ano passado, mas esse total inclui cooperados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.
Vale lembrar que os cooperados são sócios das cooperativas, com direito a participar da gestão e dos resultados. O dado não inclui funcionários de cooperativas nem o conjunto mais amplo de pessoas economicamente impactadas.
O dado anterior, de dezembro de 2024, registrava 114 cooperativas e 968 mil cooperados no estado. Em relação a 2020, quando o Espírito Santo somava 435 mil cooperados, o crescimento chega a 129%. Proporcionalmente à população, o Espírito Santo é o segundo estado brasileiro com maior penetração do cooperativismo.
O principal vetor da expansão foi o cooperativismo de crédito: o segmento passou de 371 mil para 868 mil cooperados entre 2020 e 2024.
“O crescimento significativo do número de cooperados no Espírito Santo nos últimos anos está diretamente ligado à expansão exponencial do cooperativismo de crédito no estado. A expansão do Sicoob ES e a chegada do Sicredi foi igualmente relevante, assim como o crescimento de outros sistemas como o Cresol. Algumas cooperativas do agro e da saúde também se expandiram de maneira expressiva”, afirma Carlos André Santos Oliveira, diretor-executivo do Sistema OCB/ES, que representa o setor no estado.
O diretor-executivo do Sistema OCB/ES argumenta que essa expansão contribui para o crescimento econômico descentralizado no Espírito Santo, atraindo investimentos e reduzindo a dependência da população do assistencialismo.
“Dados do IBGE confirmam dois indicadores relevantes: nas regiões com cooperativismo mais forte, o índice de acesso ao Bolsa Família é menor e o IDH é mais elevado, em comparação com outras regiões do país”, defende.



