Espírito Santo registra alta adesão e aplica 53 mil doses de vacina contra a gripe no início da campanha | Jornal Espírito Santo Notícias
Mobilização estadual segue até 30 de maio com foco em grupos prioritários; Dia D foi responsável por quase 40 mil imunizações em território capixaba
O Estado do Espírito Santo iniciou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza com números significativos. Em apenas alguns dias de mobilização, incluindo o “Dia D” realizado no último sábado (28), o estado já registrou a aplicação de 53 mil doses. A estratégia, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo aumentar a imunidade da população antes do inverno, período de maior circulação do vírus, e segue disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o final de maio.
A adesão dos capixabas reflete um movimento nacional em busca de proteção. Em todo o país, mais de 2,3 milhões de doses já foram aplicadas nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. No Espírito Santo, o “Dia D” foi crucial no início da campanha, responsável por 39,8 mil das doses aplicadas. Para garantir o abastecimento dos postos, o Ministério da Saúde enviou 276 mil doses ao estado, quantidade suficiente para manter a intensidade da imunização nas próximas semanas.
O foco principal das autoridades de saúde são os grupos prioritários: crianças (de 6 meses a menores de 6 anos), gestantes e idosos. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em comunicado que a vacinação é um ato de cuidado familiar e um direito que assegura um futuro mais seguro. Além desses grupos, a campanha também inclui professores, profissionais de saúde, trabalhadores do transporte, forças de segurança, quilombolas, indígenas e pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.
A urgência da vacinação é reforçada pelos dados epidemiológicos de 2026. Até março, o Brasil registrou 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com a influenza representando 28,1% das infecções identificadas nos casos graves. Com cerca de 840 óbitos notificados nesse período, a imunização se mostra como a ferramenta mais eficaz para reduzir o número de internações e complicações fatais, especialmente entre os mais vulneráveis.



