Trump diz que guerra contra Irã está “perto do fim” e ameaça deixar OTAN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em pronunciamento na noite desta quarta-feira (1º) que os objetivos militares americanos na guerra contra o Irã estão “quase concluídos” e que o conflito deve durar “mais duas ou três semanas”. O discurso teve 19 minutos e abordou a operação voltada à capacidade nuclear iraniana e às Forças Armadas do país.
Trump afirmou que os EUA podem intensificar ataques caso não haja acordo. “Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram”, declarou.
Segundo o presidente, a Marinha e a Força Aérea iranianas estão “acabadas”, e os mísseis do país estão “praticamente esgotados ou destruídos”. Ele também mencionou que os EUA devem sair do Irã “muito rapidamente”, com a possibilidade de retorno para “ataques pontuais”.
Avaliações externas indicam divergências em relação ao cenário descrito. Uma aeronave AWACS dos EUA, avaliada entre US$ 530 milhões e US$ 600 milhões, foi destruída em uma base na Arábia Saudita durante o conflito.
Trump também mencionou o bloqueio do Estreito de Hormuz, iniciado em 28 de fevereiro. Ele afirmou que os EUA não dependem da rota e que outros países devem garantir a passagem. Dados de 31 de março indicam que o fechamento retirou cerca de 300 milhões de barris do mercado global, com o Brent próximo de US$ 118.
No campo diplomático, Trump expressou considerar a saída dos EUA da OTAN, que classificou como “tigre de papel”. Ele criticou aliados europeus, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a França não participa da guerra.
O presidente também afirmou que o Irã teria solicitado cessar-fogo, o que foi negado pelo governo iraniano. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o país pode encerrar o conflito mediante garantias de não retomada. A Guarda Revolucionária manteve a posição de fechamento do estreito.
Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 27 e 29 de março indica 60% de desaprovação à guerra nos EUA. O conflito começou em 28 de fevereiro e segue ativo, com ataques recentes envolvendo Israel e respostas do Irã em países da região.



