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Estudante relatou mal-estar em acampamento dias antes de morrer; veja mensagens

Estudante relatou mal-estar em acampamento dias antes de morrer; veja mensagens

Estudante relatou mal-estar em acampamento dias antes de morrer; veja mensagens

Estudante manifestou desconforto em acampamento dias antes de falecer; confira as mensagens

Família solicita investigação sobre a causa da morte do adolescente após acampamento. O jovem Eduardo Fukumasu Dias, que veio a óbito em setembro de 2025 após passar mal durante um acampamento em Sapucaí-Mirim (MG) durante uma viagem de formatura, compartilhou com amigas os sintomas que estava experimentando.

O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tiveram acesso a mensagens trocadas entre Eduardo, duas amigas e a mãe dias antes de seu falecimento.

Nas conversas, ocorridas entre os dias 10 e 12 de setembro, nos primeiros dias da viagem, o rapaz mencionou estar com dores de cabeça, tontura e “vendo as coisas com cores diferentes”. Em diálogo com a mãe, Eduardo relatou ter vomitado e estar no quarto.

O estudante foi atendido em um hospital em São Bento do Sapucaí (MG), recebeu soro, porém seu estado de saúde não melhorou. Sua mãe viajou até o local e o encaminhou para um hospital particular em Ribeirão Preto. Eduardo chegou inconsciente e precisou ser intubado, além de passar por sessões de diálise.

Apesar de os médicos terem realizado diversos exames para descartar doenças graves como meningite, AVC ou derrame, nenhuma delas foi confirmada. Eduardo permaneceu internado, vindo a falecer em 15 de setembro.

A família do estudante continua em busca de respostas em Ribeirão Preto (SP) seis meses após o ocorrido. O laudo médico de setembro de 2025 indicou que a causa da morte foi coagulação intravascular disseminada, que ocorre quando o excesso de coágulos prejudica a circulação sanguínea.

A psicóloga Vivian Fukumasu da Cunha, tia de Eduardo, mencionou que a família solicitou novos exames para identificar a razão por trás do quadro. Segundo ela, “Os laudos não nos informam o que desencadeou essa coagulação, se foi algo externo ou interno ao jovem. Os médicos na UTI foram categóricos ao afirmar que algo recente o afetou”.

Em relação aos demais alunos que apresentaram sintomas, a defesa da família solicitou o relatório completo dos atendimentos na enfermaria do acampamento entre os dias 10 e 15 de setembro. Até o momento, apenas uma folha com rasuras foi enviada.

O Ministério Público se manifestou favorável às novas diligências e o inquérito da Polícia Civil ainda está em andamento.

O acampamento lamentou a perda do jovem, solidarizou-se com os familiares e informou que desde a primeira queixa, ele recebeu atendimento e foi encaminhado para avaliação em um hospital local, mantendo a responsável informada durante todo o processo.

Uma das hipóteses levantadas para a morte de Eduardo é a intoxicação exógena, causada por um agente externo, como picada de animais ou alimento contaminado. Por isso, a defesa da família solicitou a oitiva de mais médicos.

Após o ocorrido, o acampamento comunicou colaborar com as autoridades e permanecer à disposição para esclarecimentos.

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