Explosão de foguete de Bezos pode impactar retorno à Lua; Nasa investiga
A explosão de um foguete New Glenn da empresa Blue Origin, nesta quinta-feira (28), pode impactar as missões do programa Artemis, que pretende levar o home à Lua e a construção de uma base lunar nos próximos anos. O acidente aconteceu Cabo Canaveral, centro de lançamentos da Nasa, localizado na Flórida.
A empresa estava fazendo teste nos motores e durante a ignição ocorreu o acidente, segundo a empresa ninguém se feriu. Segundo a FAA (Administração Federal de Aviação, em tradução livre) o acidente não impactou o tráfego aéreo e confirmou que o teste não estava dentro do escopo das atividade licenciadas pela FAA.
A Nasa afirma que irá trabalhar com a empresa do bilionário Jeff Bezos para investigar a anomalia e avaliar os impactos a curto prazos. Ainda durante o posicionamento, a agência espacial norte-americana também alegou que irá fornecer informações em breve sobre possível impacto em futuros lançamentos, como as missões Artemis e a construção da base lunar, recém apresentada pela empesa.
As autoridades vão investigar o real estrago na infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, sede do local da explosão.
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New Glenn
O foguete tem altura de quase 100 metros (98) e foi inaugurado em 2025. O nome é em homenagem ao astronauta John Glenn, primeiro americano a orbitar a Terra.
No último mês de abril, o foguete, com quase 100 metros de altura, que decolou de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). O propulsor para o foguete New Glenn, recuperado pela empresa do bilionário americano Jeff Bezos, permitiu com que o lançamento, feito às 7h25 (8h25 no horário Brasília), transportasse um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile.
Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. O propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.
Video of the Aerial view of New Glenn exploding from Orlando Airport pic.twitter.com/WaYDFXYw1t
— Alex Quinn (@ItsAlexQuinn) May 29, 2026
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A Blue Origin New Glenn rocket exploded Thursday night on a launch pad at Cape Canaveral in Florida.
The explosion occurred at about 9 p.m. ET. Blue Origin said there were no injuries from the incident. #fyp #explosion #wow pic.twitter.com/y83m1oWyXC— Law Abiding Citizen (@CCm47283024348) May 29, 2026
Here’s our video of the explosion at Launch Complex 36. It happened about 9 pm ET (0100 UTC) as Blue Origin was beginning a static fire test of its New Glenn rocket.
Watch live views: pic.twitter.com/PmbgQC6Qmq
— Spaceflight Now (@SpaceflightNow) May 29, 2026
Disputa espacial
O programa Artemis da Nasa busca um parceiro privado para missão espacial de pousar o homem na Lua novamente. A Blue Origin do Jeff Bezos e a SpaceX do Elon Musk disputam essa vaga.
Segundo o especialista em astronáutica Pedro Pallota, durante entrevista recente ao CNN Prime Time, embora a Blue Origin seja mais antiga (fundada nos anos 2000) que a SpaceX (criada em 2002), a empresa de Elon Musk possui uma abordagem muito mais agressiva e uma vantagem significativa em termos de experiência.
“A SpaceX já está lançando foguetes orbitais desde 2007. Já tem seus sucessos ali há muito mais tempo. O fato da SpaceX já ter muito mais o que a gente chama de herança de voo, ou seja, muito mais conhecimento, a coloca muito na frente”, afirmou.
Em termos de massa orbital, a SpaceX é responsável por mais de 90% de tudo que é colocado no espaço, o que poderia ser considerado um monopólio.
Além disso, o especialista relembra que a empresa de Musk está desenvolvendo o Starship, o maior foguete do mundo em potência, altura e massa, que trabalha com um sistema totalmente reutilizável – onde nada do que voa é descartado.
*Com informações da Reuters e Helena Barra



